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Agenda de novos negócios em empresas estabelecidas ganha força

Agenda de novos negócios volta com força: disciplina, governança e IA aceleram validação de hipóteses, abrindo novos fluxos sem comprometer o negócio principal

Pesquisa da McKinsey de 2025 mostra que a construção de novos negócios se mantém como uma avenida prioritária, relevante e resiliente — Foto: Getty Images
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  • A agenda de novos negócios volta a ganhar força em grandes empresas, após aprendizados do ciclo anterior sobre prazos e expectativas.
  • O cenário global mais complexo, com mudanças geopolíticas, exige leitura mais atenta e respostas bem pensadas para manter o foco no futuro.
  • A transformação digital já é base estabelecida; a IA generativa acelera validações, reduz custos de experimentação e aproxima o caminho do mercado.
  • Fazer dos novos negócios uma escolha estratégica, com patrocínio e recursos, envolve definir o modelo (externo, interno ou híbrido) e decidir quando integrar ou separar.
  • A disciplina é essencial: equipes ambidestras, uso estratégico de dados, ciclos curtos de validação com gates e governança adequada para transformar o novo em vantagem competitiva.

A agenda de novos negócios em empresas estabelecidas está ganhando fôlego novamente, impulsionada pela necessidade de ciclos de vida de produtos mais curtos e pela hiperpersonalização. Criar o novo passa a ser parte permanente do modelo de operação, não apenas uma iniciativa isolada.

A ideia é trabalhar de forma mais madura e integrada, com investimentos de longo prazo e métricas alinhadas à reposição estratégica. Experiências anteriores mostraram que exigir retorno rápido ainda no curto prazo compromete projetos ambiciosos.

O cenário macroeconômico e geopolítico atual reforça a necessidade de diversificar fontes de crescimento. Conflitos, fechamento de mercados e tensões globais exigem respostas mais bem calibradas e leitura apurada do entorno, favorecendo a agenda de novos negócios.

Dados da McKinsey de 2025 indicam que, na América Latina, esse tema segue entre as três principais prioridades de CEOs, com expectativa de que novos negócios respondam por 25% a 30% da receita nos próximos cinco anos. O enfoque, porém, está mais robusto e conectado ao core.

A transformação digital amadureceu: não é mais projeto isolado, mas base para relacionamento com clientes, com plataformas que favorecem conveniência e competição. A IA generativa é vista como alavanca de validação rápida, não barreira tecnológica.

Para gerar resultados, as empresas devem tratar novos negócios como escolha estratégica, com patrocínio, orçamento e ritmo próprios. Quando a iniciativa se torna parte da estratégia, ganha permanência e evita retrações em momentos de aperto.

Três caminhos aparecem para desenvolver o novo: externamente, internamente ou em modelos híbridos. A decisão evita retrabalho, protege o investimento e facilita a integração quando adequado, ou separação quando o mercado é novo.

A prática mostra que o desafio não foi pela ideia, mas por atritos culturais. Autonomia real, metas próprias e governança clara ajudam a manter o novo vivo, sem sufocar a operação existente, mantendo o equilíbrio entre exploração e exploração.

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