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Indústria extrativa e derivados de petróleo puxam recuo da produção em maio

Indústria extrativa e coque derrubam a produção em maio, com queda de 0,2% ante abril, interrompendo cinco meses de alta

Setor de transformação teve resultado positivo em maio, mas deve perder fôlego gradualmente no ano — Foto: Rogerio Vieira/Valor
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  • A produção industrial caiu 0,2% em maio ante abril, segundo a PIM-PF do IBGE.
  • A queda foi puxada pela indústria extrativa (-2,6%) e por coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1), interrompendo cinco meses de expansão.
  • A indústria de transformação subiu 0,1% em maio, o resultado mais fraco desde dezembro, com provável perda de fôlego ao longo do ano.
  • Na comparação com maio de 2025, a indústria avançou 0,2%; 16 dos 25 ramos registraram crescimento mensal, destacando-se farmacêuticos, veículos automotores e produtos químicos.
  • Para 2026, a Buysidebrazil projeta alta de 1,4% no ano, puxada por mineração e petróleo, enquanto a indústria de transformação deve permanecer mais fraca e a extrativa pode perder impulso.

A produção industrial brasileira recuou 0,2% em maio ante abril, conforme a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, publicada nesta sexta-feira. O resultado ficou abaixo das previsões de alta de 0,3% distribuídas pelo mercado, mas ficou dentro do intervalo estimado.

O recuo foi puxado pela indústria extrativa e pelo setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que interromperam uma sequência de cinco meses de expansão. Em contraste, a indústria de transformação registrou leve avanço em maio, ainda que com a perspectiva de perda de fôlego ao longo do ano.

Desempenho por setores

Os coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caíram 6,1%, enquanto a indústria extrativa recuou 2,6%, ambos os maiores impactos do mês. Esses resultados explicam a queda de maio, mesmo com atuação positiva de parte do conjunto industrial.

Na comparação com maio de 2025, a produção subiu 0,2%. O mercado esperava alta de 1,3%, segundo levantamento do VALOR DATA, com projeções variando entre queda de 0,2% e alta de 3,3%.

Complementos sobre o quadro e tendências

O segmento de transformação, que responde por cerca de 90% da indústria, cresceu 0,1% na comparação com abril, marcando o pior desempenho desde dezembro. Economistas ressaltam que o resultado ainda é positivo diante de restrições de política monetária.

Entre os setores com resultados positivos, destacam-se 16 de 25 ramos industriais que apresentaram crescimento ante abril. Os destaques ficaram com produtos farmacêuticos (+13,1%), veículos automotores (+4,1%) e produtos químicos (+3,1%). O desempenho dos veículos automotores ganhou relevância tanto no mês quanto no acumulado do ano.

Para o analista da 4Intelligence, a queda da extração de minério de ferro pesou sobre o mês, contribuindo para o resultado fraco. Já o setor de alimentos apresentou queda de 1,3%, surpreendendo pela baixa acima do esperado.

Perspectivas para 2026 e contexto macro

A Buysidebrazil aponta que, no acumulado de 2026, a indústria registra alta de 1,4%, sustentada pela mineração e pelo petróleo. A instituição ressalta que o crescimento permanece concentrado em poucos setores, com impacto limitado sobre bens de capital mais sensíveis à política monetária.

Especialistas destacam que a indústria de transformação deve permanecer estável nos próximos trimestres, enquanto a indústria extrativa tende a manter parte do impulso recente. A Fiesp enfatiza atenção ao desempenho da transformação, com a extrativa mantendo expansão robusta ao longo do ano.

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