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Brasil leiloará concessões de 21 aeroportos ainda neste ano

Governo mira nova rodada de leilões, 21 aeroportos, para acelerar investimentos e ampliar conectividade regional

aeroporto de brasilia
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  • Governo planeja leiloar 21 aeroportos em 2026, como parte de uma rodada de concessões que totalizará quarenta ativos de infraestrutura logística no ano (21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia).
  • Brasília é o eixo central dessa estratégia, usado como laboratório de conectividade e demonstração de como investimentos de longo prazo podem ampliar a malha aérea regional.
  • O modelo de concessão mantém a propriedade da União, mas transfere a operação e os investimentos para empresas privadas por contrato, com o objetivo de acelerar obras e melhorias.
  • Atualmente, setenta e dois aeroportos operam sob gestão privada; em 2025, o país registrou cerca de 130 milhões de passageiros, o maior volume da história.
  • No caso do Aeroporto de Brasília, a concessão anterior elevou a capacidade de 16 milhões para 30 milhões de passageiros por ano, com ampliações de pátios, novas pontes de embarque e terminais.

Brasil deverá leiloar a concessão de 21 aeroportos ainda neste ano, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. O objetivo é acelerar investimentos que, apenas com recursos públicos, levariam mais tempo para ocorrer.

A mudança faz parte de uma estratégia maior de ampliar a conectividade aérea e modernizar a infraestrutura. O governo planeja utilizar a experiência de Brasília como referência para próximas etapas, incluindo aeroportos regionais.

O governo aponta que o modelo de concessão mantém a propriedade da União, enquanto a operação fica a cargo de empresas privadas por contrato. Assim, a iniciativa busca ampliar investimentos em terminais modernos e eficientes.

Segundo o Ministério, a parceria público-privada pode acelerar obras que demorariam anos sob financiamento público, fortalecendo a conectividade nacional e o atendimento a passageiros.

Experiência brasileira

Atualmente, 72 aeroportos operam sob gestão privada, incluindo Congonhas, Galeão e o Terminal de Brasília. Esses casos costumam ser citados como exemplos de melhoria na prestação de serviços.

No ano passado, o Brasil transportou cerca de 130 milhões de passageiros, conforme dados oficiais. O volume representa o maior patamar histórico da aviação brasileira.

Para 2026, o governo prevê 40 concessões de infraestrutura logística, sendo 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia. O pacote compõe uma das maiores agendas de investimentos recentes.

Panorama do aeroporto de Brasília

Antes da concessão, o terminal passou por mudanças rápidas para a Copa do Mundo de 2014. A Inframerica assumiu a gestão em 2012, com obras aceleradas.

A concessionária dobrou o viaduto de aeronaves e aumentou o pátio em 67%. Também investiu em balcões, totens, self bag drop e novas esteiras de bagagens.

A ampliação incluiu sanitários, mais vagas de estacionamento e melhorias nas salas de embarque. Em 18 meses, salas novas e áreas ampliadas mudaram a experiência de viagem.

A capacidade do aeroporto saltou de 16 milhões para 25 milhões de passageiros por ano logo nas primeiras intervenções, segundo a empresa.

Ao longo dos anos, houve expansão dos pátios Norte e Sul, com 16 novas pontes de embarque e reforma de terminais 1 e 2. A capacidade total passou a 30 milhões de passageiros anuais.

Brasília é hoje visto como hub estratégico para o Brasil e para a região, servindo de laboratório para iniciativas futuras de concessões.

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