- Dois anos após o início do experimento na Alemanha, setenta por cento das empresas participantes continuam adotando algum modelo de redução da jornada.
- O estudo, conduzido pela Universidade de Münster em parceria com a consultoria 4 Day Week Global, acompanha o piloto iniciado em 2024.
- O modelo utilizado foi a fórmula cem por cento de salário, oitenta por cento da jornada e cem por cento da produtividade.
- Inicialmente, quarenta e cinco empresas de setores variados aderiram à proposta, incluindo microempresas e grandes organizações.
- O objetivo era testar produtividade sem sobrecarregar trabalhadores e melhorar a conciliação entre vida pessoal e profissional; para muitas empresas, o projeto já se consolidou.
O experimento alemão de semana de quatro dias, iniciado em 2024, avalia se redução de jornada pode elevar a produtividade sem prejudicar a vida pessoal. Ao longo de dois anos, os resultados indicam que a iniciativa deixou de ser um teste para se tornar uma prática integrada em muitas empresas.
Pesquisadores da Universidade de Münster, em parceria com a consultoria 4 Day Week Global, acompanharam o projeto piloto. O principal resultado é que cerca de 70% das empresas participantes mantêm algum modelo de redução de jornada um ano após o início.
O estudo analisou o regime 100-80-100, que garante 100% do salário, 80% da jornada e 100% da produtividade. O modelo já havia sido testado em Valencia, Portugal e Reino Unido, antes da experiência na Alemanha.
Na primeira fase, 45 empresas de setores variados aderiram, incluindo manufatura, seguros, tecnologia, mídia, comércio e educação. Participaram companhias de diferentes portes, desde microempresas até grandes organizações.
Modelo 100-80-100
O relatório aponta que a adesão varia conforme o tamanho da empresa e o setor. Em interfaces entre indústria e serviços, a implementação se manteve mais estável, com ajustes para conciliar demanda e prazos.
Entre os impactos observados, constam ganhos de produtividade, melhoria na qualidade de vida e manutenção de contratos de trabalho. Os dados ajudam a embasar eventuais ampliações do programa no país.
Especialistas destacam que a continuidade depende de fatores como planejamento, comunicação interna e ajustes operacionais. O estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo para avaliar efeitos a longo prazo.
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