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Governo Lula anuncia R$ 140 bilhões para política industrial

Aporte adicional de R$ 140 bilhões eleva o total da Nova Indústria Brasil para mais de R$ 750 bilhões até 2026, segundo governo

"O que é público e funciona tem que continuar publico e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando", disse o presidente
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  • O presidente Lula anunciou um aporte adicional de 140 bilhões de reais à política industrial Nova Indústria Brasil, elevando o total a mais de 750 bilhões até o fim de 2026.
  • O aporte é composto por 102,5 bilhões de reais do BNDES e 37,5 bilhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com prazo de aplicação até dezembro de 2026.
  • Os setores prioritários abrangem fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos, biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais.
  • Foi lançado o portal Investe Indústria Brasil, criado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para mapear investimentos e gargalos setoriais, com acompanhamento das demandas pelas empresas incluídas na NIB.
  • Durante o evento também foram divulgados os resultados do primeiro leilão do ProFloresta+, com três empresas adquirindo 5 milhões de créditos de carbono na Amazônia; o governo estima cerca de 450 milhões de reais em investimentos no plantio, 6.300 empregos verdes e 25 milhões de árvores plantadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira um aporte adicional de 140 bilhões de reais à política industrial do governo. Com o novo valor, o montante destinado à Nova Indústria Brasil (NIB) de 2023 a 2026 passa a superar 750 bilhões de reais.

O anúncio ocorreu durante cerimônia de comemoração aos 74 anos do BNDES, no Rio de Janeiro. O evento também marcou lançamentos ligados à restauração florestal, a minerais críticos e à micromobilidade.

A nova operação para a NIB é formada por 102,5 bilhões de reais do BNDES e 37,5 bilhões da Finep, com prazo de aplicação até dezembro de 2026. O objetivo é impulsionar setores estratégicos da economia.

Linhas e ações da Nova Indústria Brasil

Entre os setores contemplados estão fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos, biofármacos e terapias avançadas. Também entram mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais.

Durante o evento, foi lançado o portal Investe Indústria Brasil, criado pela ABDI. A plataforma funcionará como mapa da política industrial, identificando intenções de investimento e gargalos setoriais.

A ABDI ficará responsável por coletar informações das empresas incluídas nos setores prioritários para monitorar demandas de cada segmento.

ProFloresta+ e cadeias de inovação

O governo divulgou os resultados do primeiro leilão do ProFloresta+, em parceria do BNDES com a Petrobras. Foram selecionadas três companhias para fornecer 5 milhões de créditos de carbono de restauração com espécies nativas na Amazônia.

A iniciativa pode movimentar até 450 milhões de reais em investimentos apenas no plantio, gerando cerca de 6.300 empregos verdes e plantando mais de 25 milhões de árvores nativas. A expectativa é capturar 5 milhões de toneladas de carbono.

O BNDES e a Petrobras formalizaram ainda uma parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação em minerais críticos, conectando as cadeias de transição energética com óleo e gás. O acordo envolve troca de informações e mapeamento de lacunas de capacidade.

Avanços e financiamentos adicionais

Outra linha de atuação é o crédito para mobilidade. O BNDES aprovou 340 milhões de reais para a Tembici, visando até 85 mil bicicletas elétricas para entregadores de plataformas digitais, com custo menor para o usuário final.

Parte desse investimento virá do Fundo Clima, em parceria com o iFood. A previsão é adquirir 42.500 bicicletas até o fim de 2027, com outras 42.500 para reposição até 2031.

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