- O Paraguai lançou o Paraguai 2X, plano para dobrar o tamanho da economia e superar a previsão de mais de US$ 100 bilhões, com foco em exportações, industrialização e investimentos.
- O ministro Rodrigo Maluff afirma que o país não tem impedimentos para entrar no clube de economias acima de US$ 100 bilhões, com 27 itens de exportação para ampliar participação no mercado.
- A estratégia é organizada em três eixos: fortalecer o que já é exportado, avançar na sofisticação industrial e desenvolver novos setores com potencial.
- Hoje, 13 itens respondem por 80% das exportações; há potencial de ampliar ganhos com carne bovina, soja, milho, arroz e derivados, estimando US$ 1,5 bilhão até 2035.
- O plano depende de investimentos estrangeiros, com pipeline superior a US$ 25 bilhões, para combinar com poupança interna e setor privado e viabilizar grandes projetos industriais.
O Paraguai aposta em dobrar o tamanho de sua economia na próxima década com o plano Paraguai 2X. O objetivo é ampliar a exportação, avançar na industrialização e atrair investimentos, elevando o país a um patamar superior a US$ 100 bilhões.
O governo destaca que não há impedimento para entrar no grupo de economias acima de US$ 100 bilhões, hoje composto por 55 nações. A estratégia prevê atuação em 27 produtos de exportação com potencial de ampliar participação global.
Segundo o ministro assessor da Presidência, Rodrigo Maluff, o Paraguai tem vantagens estruturais como solos produtivos, população jovem e energia para a indústria, o que sustenta o caminho de maior presença no mercado internacional.
Eixos e metas do Paraguai 2X
A estratégia é organizada em três grandes eixos: fortalecer produtos já exportados, avançar na sofisticação industrial e incorporar novos setores com potencial de desenvolvimento.
Entre os produtos tradicionais, 13 itens respondem por cerca de 80% das exportações. Carne bovina, soja, milho, arroz e derivados da soja aparecem entre os itens com maior espaço para ganhos de produtividade.
Na indústria, o objetivo não é atingir tecnologia de ponta de imediato, mas aumentar a transformação local de matérias-primas para agregar valor e ampliar a participação global.
“Processar alimentos no Paraguai com valor agregado para chegar ao mercado mundial é o foco”, disse Maluff, citando milho e farelo de soja como exemplos de transformação para carnes, embutidos e panificação.
Além disso, o plano aponta para cadeias industriais com alto uso de energia, como processamento de sucata para ferro, produção de alumínio, autopeças, móveis e têxtil, com maior complexidade e exportação.
Novo ritmo com setores emergentes
O terceiro eixo mira setores ainda novos, apoiados pela disponibilidade de energia, biomassa e produção florestal. O aproveitamento de hidrocarbonetos e mineração também é citado como possibilidade.
No campo florestal, Maluff destacou o eucalipto como motor de crescimento, com potencial para celulose e biomassa. Segundo ele, a taxa de crescimento do eucalipto no país é superior a 47 metros cúbicos por ano.
O ministro ressaltou a expansão de biocombustíveis, com mais etanol a partir de milho e sorgo, além de lei que aumenta a mistura de biodiesel para fortalecer o consumo interno e a competitividade externa.
Atratividade de capitais e investimentos
Para viabilizar o plano, Maluff reconhece que o investimento estrangeiro será determinante. O pipeline de projetos supera a poupança interna, chegando a mais de US$ 25 bilhões.
Ele afirma que o Paraguai 2X depende de capital externo aliado ao investimento privado nacional, com grandes projetos industriais visando atrair investimentos de grande porte.
Entre na conversa da comunidade