Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quase metade das áreas conservadas de floresta são propriedades rurais

Quase metade das áreas florestais protegidas está em propriedades rurais privadas, destacando o papel da iniciativa privada na conservação e recuperação de biomas

Área de Mata Atlântica na Fazenda Belo Horizonte, na Bahia, em 2022
0:00
Carregando...
0:00
  • Quase metade das áreas florestais protegidas do Brasil está em propriedades rurais privadas (45,2%), segundo estudo do Instituto Arapyaú.
  • Do total de 507 milhões de hectares de florestas, 475 milhões são áreas protegidas: 260 milhões em áreas públicas e 215 milhões em terras privadas, via Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente.
  • O Código Florestal, vigente desde 2012, é apontado como motor dessa tendência ao definir percentuais de preservação conforme o bioma.
  • Produtores que preservam mata preservada costumam ter maior resiliência e produtividade, com benefícios como melhor polinização e menor impacto das mudanças climáticas.
  • Em Rondônia, por exemplo, uma fazenda de 220 hectares de café amazônico preserva grande parte da área nativa, integrando floresta à produção.

Quase metade das áreas florestais protegidas do Brasil está em propriedades rurais privadas. O dado vem de estudo liderado pelo Instituto Arapyaú, referência em desenvolvimento sustentável, que aponta 45,2% das florestas legalmente protegidas sob a posse de produtores rurais.

O levantamento detalha que, do total de 475 milhões de hectares de florestas, 260 milhões ficam em áreas públicas e 215 milhões em terras privadas. As reservas legais e áreas de preservação permanente aparecem como principais instrumentos de proteção.

Além das áreas de reserva, o estudo considera também terrenos de silvicultura e terras degradadas em processo de reflorestamento. Em alguns casos, árvores nativas coexistem com plantações comerciais, como na produção de celulose, segundo o relatório.

O papel do Código Florestal

O código, vigente desde 2012, define as proporções de áreas protegidas em propriedades rurais conforme o bioma. Para Roberto Waack, presidente do Conselho do Instituto Arapyaú, a lei já demonstrou resultados, ainda que haja nível de desrespeito, especialmente na Amazônia.

Para Beto Veríssimo, cofundador do Imazon, a regra é parcialmente bem-sucedida: protege etapas importantes, mas a fiscalização precisa aumentar. O estudo reforça que o incentivo financeiro à conservação tem impacto direto na prática produtiva.

Economia, produção e conservação

A preservação privada é apresentada como estratégica para o desempenho econômico do setor agrícola, com benefícios na manutenção de serviços ecossistêmicos e na polinização das lavouras. O contraste entre áreas preservadas e desmatadas é apontado como relevante para a produtividade.

Em Rondônia, a propriedade de Juan Travain de Souza, com 220 hectares de café, ilustra o modelo: apenas parte do terreno é dedicado à lavoura, enquanto o restante permanece com mata conservada. O café produzido na área é reconhecido no mercado local.

Perspectivas e demandas

Pesquisadores defendem compensação financeira a produtores que preservam ou restauram florestas, por meio de pagamentos por serviços ambientais ou acesso a crédito com juros mais baixos. A regularização fundiária, principalmente na Amazônia, também é apontada como condição essencial para ampliar a preservação privada.

A pesquisa é realizada em parceria com instituições como Instituto Itaúsa, Ibá, Ibá, iCS, Imazon, Amazônia 2030, CEBDS e outras organizações. O objetivo é monitorar o papel do setor privado na conservação e na bioeconomia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais