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Fintechs teriam movimentado R$ 1 bilhão em dinheiro vivo para o PCC

Fintechs investigadas moveram R$ 1 bilhão em dinheiro vivo para o PCC, revelando lavagem de dinheiro e uso de criptoativos

Ministro da Fazenda afirma que PCC lavou pelo menos R$ 26 bilhões em seis fintechs entre os anos de 2022 e 2024. (Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda)
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  • Seis fintechs investigadas na Operação Fluxo Oculto movimentaram, entre 2022 e 2024, R$ 26 bilhões, com cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro em espécie para o PCC.
  • A operação desta quinta-feira, 28, cumpriu cinquenta e cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.
  • Houve identificação do uso de criptoativos para lavagem de dinheiro e de contas-bolso obrigatórias não declaradas, após nova regra determinada pelo Banco Central.
  • O PCC teria mantido o esquema de adulteração de combustíveis na Grande São Paulo, com uso de nafta petroquímica e empresas-fantasmas para abastecimento irregular.
  • O total de ativos sob investigação inclui quatro fundos de investimento, duas administradoras de recursos e duas gestoras, com patrimônio estimado em R$ 205 milhões e crescimento acima de 200% em pouco mais de um ano.

O Ministério da Fazenda informou que seis fintechs, alvo de a operação Fluxo Oculto deflagrada nesta quinta-feira, movimentaram até R$ 1 bilhão em dinheiro vivo para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação identificou que a facção continuou a usar instituições financeiras para lavar recursos oriundos de tráfico de drogas, armas e adulteração de combustíveis, mesmo após a operação Carbono Oculto.

Segundo o ministro Dario Durigan, os mecanismos revelados apontam que, nos últimos anos, houve uma movimentação total de R$ 26 bilhões nessas fintechs. Além disso, foram registrados R$ 365 milhões em criptoativos vinculados ao esquema. As informações foram passadas a jornalistas durante a captura das evidências.

A investigação também aponta que as fintechs foram identificadas após mudanças impostas pelo Banco Central, que obrigou as instituições a esclarecer movimentações de clientes nas chamadas contas-bolsão, proibidas por falta de transparência. Durigan citou ainda o uso de criptoativos para lavagem de dinheiro.

Avanço da apuração e nova linha de investigação

A Receita Federal informou que três das fintechs não declararam investimentos à vista, prática exigida após a edição de normas do ano anterior. Outras três declararam movimentações de aproximadamente R$ 8 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025. A observação envolve depósitos em espécie e contas abertas em outras instituições de pagamento.

A investigação também apura a continuidade do esquema de adulteração de combustíveis com uso de nafta petroquímica para abastecimento irregular de postos na Grande São Paulo. Há indícios de falsificação documental e venda de solventes simulada por empresas-fantasma.

Além do tráfico de dinheiro, o escopo inclui quatro fundos de investimento, duas administradoras de recursos e duas gestoras. Os fundos investigados possuem patrimônio estimado em cerca de R$ 205 milhões e mostraram crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano.

Ao todo, a operação envolve 55 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. As ações são promovidas pelo Gaeco, com participação da Receita Federal, ANP, secretarias da Fazenda estaduais, Ministério Público e forças de segurança.

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