O governo federal começou a liberar nesta segunda-feira (25) o uso do FGTS no Desenrola 2.0. A medida permite quitar ou amortizar dívidas renegociadas com bancos, sem a necessidade de ir a uma agência da Caixa. A iniciativa visa facilitar descontos e dívidas mais acessíveis.
A novidade envolve autorizar o acesso ao saldo do FGTS pelo aplicativo do fundo. Bancos consultam os valores disponíveis e informam à Caixa o montante necessário para quitação ou amortização.
Pela regra, pode-se usar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1.000, prevalecendo o valor maior, para quem recebe até R$ 8.105. Valores de contas ativas e inativas podem ser usados, com prioridade às inativas.
Como funciona
O Desenrola Brasil oferecerá descontos de até 90% e juros de 1,99% ao mês. O programa foi lançado em 4 de maio, com início lento, aguardando garantias e regras de parcelamento.
O FGTS só é liberado após a renegociação estar concluída no programa. A exigência busca assegurar que os bancos ofereçam os descontos mínimos antes de usar recursos do trabalhador.
A liberação aos bancos segue a ordem de envio das informações à Caixa. O governo estima uso de até R$ 8,2 bilhões do FGTS, em um total de 90 dias.
Para aderir, o trabalhador deve atualizar o aplicativo FGTS e usar a nova função. A Caixa fará o repasse diretamente à instituição financeira responsável pela renegociação.
O uso do FGTS vale para dívidas de cartão de crédito, cheque especial e CDC. Quem utilizar o FGTS terá restrições temporárias no saque-aniversário.
Na prática, se um trabalhador tiver R$ 5 mil no FGTS e usar R$ 1 mil, o saldo ficará em R$ 4 mil até retornar aos R$ 5 mil, momento em que novas liberações ficarão indisponíveis.
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