O grupo Telefónica iniciou um processo de ordenação e simplificação de sua arquitetura de marcas. O objetivo é ampliar clareza para clientes, empresas, governos e sociedade, adotando a referência corporativa comum: Telefónica. As mudanças afetam a apresentação ao mercado, sem alterar estruturas jurídicas.
A iniciativa mantém Movistar, O2 e Vivo como marcas de referência no atendimento residencial. Em contrapartida, as marcas Tech, Infra, Empresas e Global Solutions serão integradas à identidade única Telefónica para o segmento empresarial e institucional, entre outros ajustes.
A operação visa reduzir a complexidade causada por diversas denominações e submarcas. A ideia é que a marca Telefónica passe a representar a relação com clientes corporativos e com o poder público na Europa, mantendo as marcas locais para o público consumidor.
O que muda na prática
Para clientes empresariais e públicos, passa a haver interação direta com Telefónica, sem a necessidade de distinguir serviços específicos de cada marca. Serviços digitais, cibersegurança, cloud, infraestruturas e conectividade passam a compor um portfólio sob um único logotipo.
No mercado de consumo, Movistar e O2 continuam atuando como marcas de relacionamento com usuários residenciais. Movistar Plus passa a concentrar televisão, cinema, séries, esportes e entretenimento, consolidando a oferta nessa frente.
Presença internacional e continuidade de marcas locais
Em mercados internacionais, O2 permanece forte na Alemanha e no Reino Unido, enquanto Vivo atua no Brasil. Virgin Media O2, joint venture com a Liberty Global, mantém O2 e Virgin Media para atender clientes residenciais no Reino Unido, com continuidade de operações já estabelecidas.
A estratégia não envolve mudanças jurídicas nem operacionais imediatas nas unidades existentes. O objetivo é simplificar a comunicação com clientes, autoridades, parceiros e colaboradores, fortalecendo a percepção de unidade do grupo.
Contexto estratégico
A mudança busca posicionar a Telefónica como referência integrada às tecnologias digitais para empresas, governos e cidadãos. Em um cenário de economia digital, a empresa pretende oferecer uma via direta de acesso a fibra, 5G, cloud, cibersegurança, IA, IoT, edge computing e entretenimento.
Rafael Fernández de Alarcón, diretor de Marca da Telefónica, aponta que a meta é consolidar a marca Telefónica como principal porta de entrada às tecnologias digitais para organizações, com oferta ampliada de serviços.
Evolução histórica
A reformulação de marcas acompanha a transformação da empresa desde a privatização, em 1997, até a consolidação de Movistar em 2005 como marca unificada de serviços comerciais. Em 2010, o logo da empresa simbolizou digitalização, e, em 2021, houve adoção global da identidade Telefónica sem acento.
Brasil e Espanha apresentam estratégias distintas: no Brasil, Vivo permanece como marca local líder; na Espanha, Movistar e O2 mantêm-se para o consumidor, com Movistar Plus direcionando o entretenimento.
Entre na conversa da comunidade