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Desenrola 2.0: quem pode renegociar dívidas e descontos disponíveis

Desenrola Brasil oferece renegociação com descontos de até 90% para dívidas atrasadas de 91 dias a dois anos, renda de até cinco salários mínimos e uso de até 20% do FGTS

Foto: Ministério da Fazenda
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O governo federal detalhou nesta segunda-feira, 4 de maio, as regras do Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas para famílias de baixa e média renda. A iniciativa cria critérios de acesso e descontos escalonados conforme o tempo de atraso, com foco na recuperação de crédito e redução da inadimplência.

Podem participar quem ganha até R$ 8.105 mensais, equivalente a cinco salários mínimos. O programa abrange débitos contraídos até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. Entram dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e, possivelmente, o Fies.

Descontos variam conforme o atraso e o tipo de dívida. Rotativo de cartão e cheque especial começam com 40% (em 91-120 dias) e podem chegar a 90% (mais de 1 ano). Créditos pessoais, como CDC e parcelado, vão de 30% a 80% conforme o atraso.

Descontos por atraso

  • Rotativo de cartão e cheque especial: 91-120 dias: 40%; 121-150: 45%; 151-180: 50%; 181-240: 55%; 241-300: 70%; 301-360: 85%; 1-2 anos: 90%.
  • Crédito pessoal (CDC e parcelado): 91-120 dias: 30%; 121-150: 35%; 151-180: 40%; 181-240: 45%; 241-300: 60%; 301-360: 75%; 1-2 anos: 80%.

Os juros limitados a 1,99% ao mês reduzem o custo total da renegociação em relação às taxas atuais dessas linhas de crédito.

Uso de FGTS e regras de adesão

Entre as novidades, há a possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS para abater a dívida, sujeito à autorização do trabalhador e à negociação com o banco credor. Além disso, quem aderir ao programa ficará impedido de acessar plataformas de apostas online por um ano.

A expectativa do governo é que descontos elevados, juros menores e o uso do FGTS incentivem a adesão e diminuam o contingente de inadimplentes, liberando renda para consumo.

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