O governo federal apresentou nesta segunda-feira (4) os principais percentuais de descontos do Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas para famílias endividadas. O foco é reduzir encargos conforme o tipo de dívida e o tempo de inadimplência. A renegociação ocorre diretamente com os bancos.
A média dos descontos fica em torno de 65%, com variações por modalidade. Dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial podem ter abatimentos entre 40% e 90%. No CDC, os descontos variam de 30% a 80%.
Após o abatimento, os débitos podem ser parcelados em até quatro anos, com juros de até 1,99% ao mês e carência de até 35 dias para a primeira parcela. A renegociação é feita diretamente com as instituições financeiras.
Descrição de limites e garantias
Podem ser renegociados até R$ 15 mil por pessoa, por instituição, com garantia do FGO, o Fundo de Garantia de Operações. O objetivo é facilitar o acesso ao acordo para famílias com dívidas mais antigas.
Nova fronteira: uso do FGTS
O Desenrola autoriza o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar parte ou toda a dívida, ou até R$ 1.000, o que for maior, após a renegociação. O saque ocorre apenas após o acordo, para manter a exigência de descontos mínimos.
O governo estima que o volume total beneficiado pelo FGTS possa chegar a R$ 8,2 bilhões dentro do programa. O ajuste visa ampliar a capacidade de negociação das famílias endividadas.
Entre na conversa da comunidade