O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avaliou que liberar até 20% do FGTS para quitar dívidas vai retirar cerca de 4,5 bilhões de reais do saldo destinado à proteção dos trabalhadores. A decisão faz parte de medidas para reduzir o endividamento familiar.
Marinho informou, em entrevista sobre dados do Caged, que a medida será destinada apenas a famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A intenção é ampliar o alcance entre quem enfrenta maior dificuldade financeira.
A-3: Detalhes sobre o Desenrola 2.0 dependem de ajustes finais. Segundo o ministro, o presidente Lula deve anunciar o programa amanhã, em cadeia nacional, caso as etapas com a Caixa, o Banco do Brasil e outros parceiros estejam prontas para entrar em vigor.
Marinho assegurou que a liberação do FGTS não comprometerá o funcionamento do fundo. Estimativas apontam impacto de 4,5 bilhões nos próximos três meses, sem risco à sustentabilidade do FGTS nem aos usos já previstos, como habitação e saúde.
O governo avalia o aumento do endividamento das famílias como motivo prioritário. Dados do BC indicam que 49% da população está endividada, e 29,7% da renda familiar já é comprometida com dívidas, marca histórica para fevereiro.
Batizado de Desenrola 2.0, o programa está em desenvolvimento para beneficiar principalmente renda baixa, trabalhadores informais, MEIs e pequenas empresas. A meta é oferecer descontos de até 90% no total das dívidas.
A versão anterior do Desenrola renegociou cerca de 53 bilhões de reais, para aproximadamente 15 milhões de pessoas, entre 2023 e 2024. O governo reconhece avanços, mas aponta necessidade de manter mecanismos de apoio contínuos.
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