O governo anunciou nesta segunda-feira o novo programa de renegociação de dívidas das famílias, o Desenrola 2.0. A proposta busca ampliar o alcance e incluir o uso do saldo do FGTS para quitar ou abater débitos renegociados, diferente da edição anterior, centrada em descontos oferecidos por bancos.
Segundo dados da CNC, o Desenrola 2.0 deve beneficiar 80,4% das famílias brasileiras que estão endividadas. A mudança principal é a origem dos recursos e a ampliação do universo de dívidas elegíveis. A ideia é reduzir o peso de compromissos como cartão de crédito, crédito pessoal sem garantia e cheque especial.
O pacote também prevê um volume estimado de débitos em atuação de até 140 bilhões de reais e busca condições mais favoráveis. A liberação do FGTS e a renegociação com desconto expressivo visam tornar o pagamento viável para famílias de baixa renda.
Novidades do programa
O governo pretende oferecer descontos que podem chegar a 90% e permitir a troca por um novo financiamento com juros mais baixos. A adesão ficará centralizada no site oficial da administração federal, com público-alvo de renda mensal de até cinco salários mínimos, cerca de 8.105 reais.
As iniciativas incluem educação financeira e restrições a apostas e jogos online como medidas para combater o endividamento. A participação em cursos pode tornar-se obrigatória para quem quiser usufruir dos descontos e prazos do programa.
O Desenrola 2.0 foi apresentado ao presidente Lula e está previsto para ser lançado nesta semana, com a divulgação formal apontando para o Dia do Trabalhador. A proposta integra um conjunto de ações econômicas do governo para estimular consumo e revisar a carga tributária, em contexto de situação excepcional.
Entre na conversa da comunidade