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Filhote de cacatua das palmeiras deixa toca artificial na Austrália

Conservacionistas celebram a primeira cria de cacatua ameaçada que deixa a cavidade artificial instalada para reprodução na Austrália

A palm cockatoo. Image by Deborah Metters via iNaturalist (CC BY-NC).
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  • Um filhote de cacatua-palmípita fêmea fledged (criou-se) após nascer em um oco artificial de árvore instalado para criação, parte do Breeding Habitat Restoration Project da organização People For Wildlife, em parceria com os Apudthama Traditional Owners e Christina Zdenek, com 29 ocos artificiais criados.
  • O projeto visa aumentar a taxa de reprodução da espécie, que está entre as mais ameaçadas da Austrália, com possivelmente menos de dois mil indivíduos na natureza.
  • O oco artificial foi instalado há pouco tempo e, um mês depois, o casal colocou um ovo, que resultou na saída do filhote monitorada por câmeras remotas.
  • A equipe destaca que a perda de ocos naturais — causada por incêndios intensos e pela mineração de bauxita — é uma ameaça significativa à espécie.
  • Os conservacionistas esperam que o marco seja o início de uma recuperação na Austrália e planejam ampliar o projeto se houver financiamento.

Conservacionistas na Austrália celebram a saída do primeiro filhote de palm cockatoo de um oco artificial em um projeto de restauração de habitat. O filhote nasceu em um tronco oco artificial instalado em uma árvore para reprodução de cacatuas. A iniciativa faz parte do Breeding Habitat Restoration Project, da People For Wildlife (PFW), em parceria com os Anciãos de Apudthama e a especialista Christina Zdenek.

A construção de 29 oco artificiais foi criada para ampliar as áreas de nidificação. A dupla reprodutora escolheu um dos ninhos artificiais, instalado para atender às necessidades específicas da espécie. O monitoramento remoto registrou o momento da saída do filhote do ninho.

Palm cockatoos (Probosciger aterrimus) são aves grandes, com plumagem preta-acinzentada, manchas vermelhas nas bochechas e uma crista marcante. No acasalamento, machos criam ferramentas com gravetos e frutos para tocar percussivamente troncos ocas.

A espécie é nativa da Austrália e da vizinha Nova Guiné, com ocorrência restrita ao Cabo York, no norte de Queensland. Estima-se que haja menos de 2 mil indivíduos em estado selvagem, tornando-a uma das cacatuas mais ameaçadas do país.

O projeto visa aumentar o sucesso reprodutivo, adaptando diferentes tipos de oco artificial e estruturas de apoio com base em pesquisas e no conhecimento local. A equipe trabalha com vigilância por câmeras para entender a dinâmica da postura e do nascimento.

Segundo Christina Zdenek, a existência do filhote em um oco erguido pela sociedade humana é um marco raro e significativo para a conservação da espécie. A pesquisadora destaca a importância da parceria entre Anciãos, cientistas e conservacionistas para a sobrevivência da espécie.

Daniel Natusch, diretor executivo da PFW, ressalta a valorização da colaboração entre comunidades tradicionais, especialistas e organizações de conservação. O objetivo é ampliar o alcance do projeto, caso haja financiamento adicional, para incentivar novas nidificações.

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