- Existem camarões de água doce em rios, lagos e riachos, com várias espécies; o gênero Macrobrachium tem mais de duzentas espécies.
- O Macrobrachium rosenbergii é um dos maiores, pode chegar a trinta centímetros e quinhentos gramas; é cultivado no Brasil desde a década de setenta, em Pernambuco.
- O Macrobrachium carcinus, conhecido como pitu, pode superar trinta centímetros e é muito valorizado na culinária regional, em especial em Pernambuco e Alagoas.
- Há camarões menores de água doce, como os do gênero Neocaridina; o red cherry é exemplo popular entre aquaristas, com cerca de dois a quatro centímetros.
- Em janeiro de dois mil e vinte e seis, milhares de camarões de água doce morreram no rio Tietê, em Igaraçu do Tietê, interior de São Paulo; a Cetesb investiga a causa; muitos camarões de água doce apresentam ciclo de vida anfidromia, com larvas desenvolvendo-se no mar.
Existe camarão de água doce. Não apenas existe, é uma iguaria apreciada na culinária brasileira. Caminham entre rios, lagos e mares de forma adaptável, desempenhando papel de limpeza dos detritos no fundo dos ambientes aquáticos.
Diversas espécies vivem exclusivamente em água doce, como o gênero Macrobrachium. São grandes e comestíveis, comuns na culinária regional. Entre elas, o Macrobrachium rosenbergii pode medir mais de 30 cm e chegar a 500 g.
Outro exemplo destacado é o Macrobrachium carcinus, conhecido como pitu. Pode ultrapassar 30 cm e é valorizado na região Nordeste, em especial em Pernambuco e Alagoas, em pratos como pitu na brasa e ensopados.
Além dos grandes, há camarões pequenos de água doce. O Neocaridina davidi, popular entre aquaristas, tem apenas 2 a 4 cm e ajuda na limpeza de algas em aquários.
Incidente recente em São Paulo
Em janeiro de 2026, milhares de camarões de água doce morreram no rio Tietê, em Igaraçu do Tietê, interior de São Paulo. A Cetesb investiga as causas do episódio, que ocorreu em um trecho já em processo de recuperação ambiental.
Ciclo de vida
Muitos camarões de água doce, especialmente Macrobrachium, apresentam anfidromia. Ou seja, adultos vivem na água doce, mas a fase larval ocorre em água salgada. A salinidade é essencial para a sobrevivência das larvas.
O ciclo começa com acasalamento nos rios e lagos, com as fêmeas carregando ovos nas nadadeiras. Ao eclodirem, surgem larvas zoea, que seguem para o estuário. No mar ou em água salobra, as larvas passam por mudas que levam semanas, até virar pós-larva.
As jovens migram rio acima em direção aos ambientes de água doce, onde crescem até se tornar adultas. A partir daí, o ciclo recomeça, mantendo a espécie em constante alternância entre os dois mundos.
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