- Brasil tentava elevar a proteção da madeira-brava (Paubrasilia echinata) de apêndice II para apêndice I na CITES, em reunião em Samarcanda no dia 26 de novembro.
- A ideia era banir o comércio internacional da espécie para preservar populações remanescentes e dificultar garimpos ilegais e contrabando.
- França e outros países contestaram, dizendo que a árvore não estaria suficientemente ameaçada e que restrições poderiam prejudicar economias locais e usos tradicionais.
- A proposta não foi aprovada; a Brazilwood continua listada no apêndice II.
- O caso ilustra o dilema entre conservação, interesses econômicos e valores culturais, e a importância da cooperação internacional para proteção da biodiversidade.
O Brasil pediu, no CITES, que a Brazilwood Paubrasilia echinata tenha proteção máxima, o Apêndice I, elevando a proteção a nível global. O pedido foi feito no encontro em Samarcanda, Uzbequistão, em 26 de novembro.
A espécie é nativa da região, explorada pela madeira de alto valor e pelo pigmento vermelho usado em roupas reais e religiosas. A madeira também é demandada para arcos de instrumentos musicais e móveis.
A proposta não foi aprovada; a Brazilwood permanece no Apêndice II. França liderou a oposição, argumentando que a espécie não estaria suficientemente ameaçada para justificar a restrição total do comércio.
Desdobramentos e implicações
França afirmou que restrições adicionais poderiam prejudicar economias locais e usos tradicionais da árvore. A decisão evidencia o equilíbrio entre conservação, interesses econômicos e valores culturais.
O episódio destaca a necessidade de cooperação internacional para enfrentar desafios ambientais. O Brasil pode buscar novas alianças para avançar medidas de proteção no futuro.
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