- Autoridades de vida selvagem da Califórnia avançaram com o plano de eliminar cerca de 1.800 cervos-mula da Ilha Santa Catalina ao longo de cinco anos.
- A Catalina Island Conservancy, que administra 88% da ilha, afirma que os cervos-mula, não nativos, são ameaça à biodiversidade, à qualidade da água e à resiliência a incêndios.
- A permissão permite caçadores contratados capturar os cervos com iscas, à noite, com apoio de helicópteros e drones para localizar animais, além de usar redes para capturas.
- O plano prevê também capturar cervos, esterilizá-los, colocar colares de GPS e liberá-los; a carne deve ir para alimentação de aves do Programa de Recuperação da Condor ou para parceiros tribais.
- Moradores e autoridades locais contestam os métodos, com uma petição online já reunindo quase 23 mil assinaturas; muitos dizem que os cervos são parte da identidade da ilha.
O Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia deu andamento a um plano para erradicar a população de mule deer da Ilha Santa Catalina, próxima de Los Angeles. A autorização permite eliminar o rebanho, estimado em cerca de 1.800 animais, em um período de cinco anos. A maior parte das mortes ocorreria por atiradores contratados, com uso de iscas e caça noturna.
O acordo, concedido pela própria agência, autoriza o emprego de helicópteros e drones para localizar cervídeos, além da possibilidade de capturar animais com redes aéreas. Também podem ser usados cães para encontrar e eliminar os animais remanescentes. Em algumas fases, há previsão de sterilização, colar GPS e posterior soltura.
O plano divide opiniões na ilha, onde a Conservação de Catalina, administradora de quase 90% do território, vê os cervídeos como ameaça à biodiversidade, à qualidade da água e à resiliência a incêndios. Locais defendem a preservação dos animais como parte da identidade local, alimentando debates e uma petição com milhares de assinaturas.
Quem está envolvido inclui a Conservação de Catalina, o Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia e comunidades locais. O objetivo declarado é reduzir impactos ecológicos causados por espécies não nativas. A medida também prevê destinar a carne para programas de recuperação de condores ou para parceiros tribais.
A data exata da decisão ocorreu na última semana, conforme informações oficiais. A aplicação do plano depende de etapas de manejo e monitoramento, com relatos de que a autorização já está em vigor para as próximas fases do projeto.
Reações públicas refletem o equilíbrio entre conservação e identidade local. Além de apoiadores da conservação, moradores e visitantes expressam preocupações sobre crueldade e bem-estar animal, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa.
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