- Guardiões Haíɫzaqv removem caranguejos invasores em British Columbia e usam câmeras para investigar danos nas armadilhas.
- Vídeo mostra uma loba nadando até a armadilha, segurando a corda na boca, puxando a armadilha até a margem e abrindo-a para comer a isca de arenque.
- A ação sugere que o animal entendeu que havia alimento dentro de um recipiente submerso, sendo indicada como possível exemplo de uso de ferramenta pelo lobo (*Canis lupus*).
- Os autores do estudo afirmam que a classificação de uso de ferramenta é, em parte, semântica, e que o comportamento pode ter sido aprendido observando as pessoas que monitoram as armadilhas.
- A pesquisa foi realizada por guardiões Haíɫzaqv e cientistas, com o objetivo de entender a cognição dos lobos e melhoria nas armadilhas para evitar danos.
Os pesquisadores no Canadá registraram que uma loba cinzenta selvagem puxou uma armadilha de caranguejo da água para comer a isca, na costa da Colúmbia Britânica, conforme estudo recente. A descoberta ganhou destaque em programa de guardiões Haíɫzaqv.
O projeto envolve guardiões Haíɫzaqv que removem caranguejos invasores e colaboram com cientistas para entender danos às armadilhas. Câmeras foram usadas para registrar comportamentos suspeitos nas armadilhas.
Diante de danos, as hipóteses iniciais apontavam para ursos ou lobos; alguns dispositivos ficaram submersos, levando a suspeitas sobre lontras ou focas. A gravação buscou esclarecer o enigma.
Possível uso de ferramenta
O vídeo mostra a loba nadando até a corda da armadilha, puxando-a até a margem, abrindo o aparato e consumindo a isca de arenque no interior. Os sinais sugerem compreensão de alimento dentro de um recipiente submerso.
Para alguns especialistas, o episódio sugere cognição avançada, mas não é consenso se configura uso de ferramenta. O estudo discute a definição de ferramenta e o que caracteriza esse comportamento.
Contexto local e impactos
Artelle, pesquisador da SUNY, afirma que a conclusão depende da definição de ferramenta adotada. Housty, líder Haíɫzaqv, ressalta que lobos podem observar o trabalho humano com as armadilhas.
A pesquisa destaca que lobos e povos First Nations coexistem na região há milhares de anos. Housty acrescenta que parte da tradição local aponta para uma conexão entre lobos e identidades humanas.
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