- A Amnesty International alerta que a Copa do Mundo de 2026, realizada em EUA, Canadá e México, corre o risco de virar um palco de repressão e pede ações urgentes para proteger torcedores, jogadores e comunidades.
- O relatório Humanity Must Win afirma que a promessa de FIFA de um torneio seguro e inclusivo contrasta com a realidade nos três países anfitriões, especialmente nos EUA, que recebem três quartos das 104 partidas.
- A organização cita que o ICE (Immigration and Customs Enforcement) terá papel “fundamental” na segurança do Mundial, numa situação descrita como emergência de direitos humanos nos EUA.
- Segundo Amnesty, planos das cidades-sede não trazem garantias de proteção contra operações do ICE; fãs de países como Costa do Marfim, Haiti, Irã e Senegal enfrentam banimentos, e grupos LGBTQ+ europeus dizem que não vão aos jogos nos EUA.
- FIFA projeta um torneio com recorde de dezoito equipes e receita de cerca de 11 bilhões de dólares, mas a Amnistia afirma que direitos de torcedores, comunidades, jogadores, jornalistas e trabalhadores devem estar no centro do evento.
Amnesty Internacional alertou que a Copa do Mundo, disputada em três países da América do Norte, corre o risco de se tornar um palco de repressão. O relatório Humanity Must Win pede ações urgentes de Fifa e dos anfitriões, EUA, Canadá e México, para proteger torcedores, jogadores e comunidades.
A organização afirma que a promessa da Fifa de um torneio seguro contrasta com as condições nos três países, especialmente nos EUA, que abriga três quartos dos 104 jogos. A ONG aponta riscos para direitos humanos durante o evento.
A Amnesty descreve os EUA como enfrentando uma emergência de direitos humanos sob a atual gestão, com deportações em massa e prisões arbitrárias. A diretora interina do ICE disse que a agência seria peça-chave da segurança no Mundial.
Segundo o relatório, nenhum plano de cidades-sede dos EUA aborda a proteção de torcedores ou comunidades locais frente a operações de ICE. Torcedores de Côte d’Ivoire, Haiti, Irã e Senegal enfrentam proibições de viagem, e grupos LGBTQ+ não estão dispostos a viajar.
A organização ressalta que o torneio é o maior da história, com 48 seleções, e que há dúvidas sobre a participação do Irã devido ao conflito no Oriente Médio. A Fifa mantém o Mundial conforme calendário, apesar das controvérsias.
Contexto
A Fifa sustenta que o evento gerará receitas recordes e que a presença de fãs, equipes e mídia amplia a visibilidade global. A entidade enfatiza segurança, direitos humanos e inclusão em suas comunicações oficiais.
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