- James Luckey, viajante norte‑americano de 28 anos, foi detido ao cruzar a fronteira e levado à diretoria de contra‑inteligência militar venezuelana (DGCIM) em Caracas.
- Ele relata confinamento solitário, dormir em uma laje de concreto, fome e chibatadas, seguido de transferência para a prisão de El Rodeo.
- Luckey foi libertado em janeiro e deixou a Venezuela em 13 de janeiro, cerca de dez dias após a prisão de Nicolás Maduro por autoridades dos EUA.
- Grupos de direitos humanos estimam que cerca de setecentos prisioneiros políticos surgiram desde detenções venezuelanas; relatos incluem agressões com bastões e asfixia com sacos plásticos.
- Outros ex‑detidos, como Yerwin Torrealba e Jesús Armas, descrevem condições degradantes e abuso psicológico, com casos de negligência médica e interrogatórios prolongados.
James Luckey, viajante americano de 28 anos, narrou sua detenção em prisões venezuelanas, destacando maus-tratos a prisioneiros políticos sob o regime de Nicolás Maduro. O episódio ocorreu após Luckey viajar pela região, em dezembro passado, buscando chegar a Mount Roraima, na fronteira com o Brasil.
Depois de ser detido em Santa Elena de Uairén, Luckey foi levado a Caracas, onde ficou em confinamento solitário, dormiu em uma laje de concreto e sofreu repetidas agressões físicas. Em seguida, foi transferido para a penitenciária de El Rodeo, nos arredores de Caracas, em condições degradantes.
Luckey descreveu um período de cerca de 30 dias sob custódia, com capturas, prisões de alto nível e interrogatórios extensos. Relatos indicam que ele teve de enfrentar alimentação irregular, falta de água e violência física durante a detenção, antes de ser liberado em janeiro e retornar aos Estados Unidos.
O viajante afirma que, ao retornar, encontrou evidências de que mapas teriam sido desenhados em seu caderno com o objetivo de criar uma aparência de envolvimento de espionagem. A liberação ocorreu 13 de janeiro, dez dias após a apreensão do presidente Nicolás Maduro por uma operação norte-americana, conforme relatos.
Organizações de direitos humanos estimam que cerca de 700 prisioneiros políticos surgiram desde prisões venezuelanas nos últimos anos, muitos temendo retaliações e consentimentos condicionais que limitam declarações públicas. Entre os casos divulgados estão indivíduos de países variados.
Outros relatos de ex-prisioneiros mencionam prisões em El Helicoide e abusos psicológicos, bem como situações de interrogatórios prolongados e condições de cela degradantes. Em alguns casos, há relatos de falhas médicas que agravaram a situação de saúde.
A história de Luckey é um dos mais recentes relatos que lançam luz sobre o tratamento a dissidentes no sistema carcerário venezuelano. Ainda não há atualização sobre investigações internacionais oficiais sobre as condições nas prisões do país. Fonte: The Guardian.
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