- Dezenas de milhares de pessoas marcharam nesta terça-feira, 24, em Buenos Aires, em memória aos 50 anos do golpe de Estado na Argentina.
- O ato, sob o lema “Nunca mais”, ocorreu ao longo do trajeto da Praça de Maio até a Avenida 9 de Julho e se espalhou pelas ruas próximas.
- Organismos de direitos humanos, sindicatos e organizações sociais participaram, levando fotos dos desaparecidos.
- Estima-se que haja cerca de 30 mil desaparecidos, conforme as organizações de defesa de direitos humanos, enquanto o governo aponta menos de 9 mil.
Dezenas de milhares de pessoas marcharam nesta terça-feira 24 em Buenos Aires para marcar os 50 anos do golpe de Estado que instaurou a ditadura na Argentina. O ato, realizado sob o lema Nunca mais, reuniu organizações de direitos humanos, sindicatos e movimentos sociais.
Os manifestantes carregaram fotos de desaparecidos, cuja memória é um eixo central do histórico movimento de resistência. Organizações estimam cerca de 30 mil desaparecidos, enquanto o governo argentino aponta números abaixo disso.
A manifestação percorreu o trajeto desde a Praça de Maio até a Avenida 9 de Julho, atravessando ruas centrais da capital. A mobilização ocorre em meio a tensões sobre o legado da ditadura e a forma como o atual governo lida com esse passado.
Participantes e demandas
Organizadores destacam o pedido de reconhecimento pleno dos horrores do período 1976-1983 e a proteção de direitos humanos. O calendário de atos de memória inclui diversas ações pelo país, com participação de familiares, jovens e entidades civis.
A cobertura enfatiza a manutenção do respeito às vítimas e a continuidade do debate público sobre o passado, sem adesões políticas a partidos específicos. A narrativa sustenta a importância da memória como elemento educativo e preventivo.
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