Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Missão da ONU diz que aparato repressivo na Venezuela persiste após saída de Maduro

Missão da ONU afirma que aparato repressivo persiste na Venezuela após a saída de Maduro, com 87 detenções políticas e apelo pela libertação dos detidos restantes

Protesters rally outside the National Assembly demanding higher wages, improved pensions, restored labor rights and the release of detainees in Caracas, Venezuela, March 12, 2026. REUTERS/Gaby Oraa
0:00
Carregando...
0:00
  • Missão de apuração da ONU afirmou que o “estado repressor” da Venezuela permanece em funcionamento mesmo após a saída de Nicolás Maduro, removido no início de janeiro pelos EUA.
  • O relatório aponta que estruturas institucionais que facilitam violações de direitos humanos não foram desmontadas; e ocorreram 87 detenções politicamente motivadas desde a saída de Maduro.
  • O governo venezuelano nega abusos de direitos humanos e afirma que os presos são criminosos comuns.
  • A missão pediu a libertação imediata de todas as pessoas detidas politicamente e acesso irrestrito ao país para continuar as investigações.
  • O relatório cita que autoridades governamentais e militares identificadas como responsáveis por crimes contra a humanidade continuam com poder significativo; ONG e autoridades criticaram o processo de anistia e transparência das prisões liberadas.

A missão de apuração da ONU informou nesta quinta-feira que o chamado estado repressivo da Venezuela permanece funcional mesmo após a remoção do ex-presidente Nicolas Maduro pelas forças dos EUA no início de janeiro. O relatório para o Conselho de Direitos Humanos aponta que estruturas institucionais que facilitam violações de direitos humanos não foram desmanteladas.

A obra de campo cita 87 detenções politicamente motivadas ocorridas desde a destituição de Maduro. O governo venezuelano nega abusos e afirma que quem está detido cometeu crimes comuns. O Ministério das comunicações do país não respondeu a pedidos de comentário.

Segundo a missão, membros seniores do governo e de altas patentes militares identificados como responsáveis por crimes contra a humanidade continuam com grande poder. Washington critica o histórico democrático venezuelano, acusando o governo de fraude eleitoral e repressão política.

O governo americano já sinalizou intenção de assumir controle sobre a Venezuela, sem pressionar por novas eleições, mantendo relações com a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente a presidência e apoiou mudanças regulatórias no petróleo e na mineração para atrair investimentos.

Rodríguez sancionou uma lei de anistia como parte de um acordo para libertar milhares de presos. Em fevereiro, o governo informou que quase 2.200 pessoas teriam sido libertadas sob a nova lei, mas organizações locais apontam falhas de transparência e estimam números bem menores.

Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, afirmou em coletiva que ainda há um sistema repressivo e uma justiça usada para perseguição. A missão da ONU pediu a libertação imediata de todos os detidos politicamente e acesso irrestrito ao país para prosseguir investigações.

A ONU não estimou quantos ainda estão presos. A representante da missão, Maria Eloisa Quintero, afirmou que Venezuela não pode estar efetivamente no caminho de reformas de direitos humanos sem o desmantelamento desse aparato repressivo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais