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Ex-watchdogs alertam risco de ampliar poder da polícia local na imigração

Ex-funcionários de vigilância de direitos civis alertam que a expansão rápida do 287(g) aumenta abusos, reduz a supervisão e ameaça direitos civis

Border Patrol agents stand outside a Home Depot store on 19 November 2025 in Charlotte, North Carolina.
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  • O governo Trump acelerou a expansão do programa 287(g), dando a polícia local poder para interrogar e deter imigrantes, o que críticos dizem representar risco aos direitos civis.
  • Ex-funcionários da Sala de Direitos Civis e Liberdades (CRCL) do DHS afirmam que a supervisão foi drasticamente reduzida e que um relatório congresso de 2024 sobre violações pode ter ficado emperrado ou sido suprimido.
  • O número de acordos 287(g subiu de menos de duzentos em janeiro de 2025 para mais de 1.400 agências locais, estaduais e municipais envolvidas, expandindo a cooperação com o ICE.
  • Há relatos de incentivos financeiros e recompensas por localizar imigrantes, levantando preocupações sobre um possível “sistema de caçador de recompensas” na implementação.
  • O DHS sustenta que o CRCL continua recebendo, avaliando e investigando reclamações, enquanto críticos destacam resistências em estados e a criação de centros de comando para coordenação com o ICE.

O governo dos EUA vem acelerando a expansão do programa 287(g), que delega poderes de fiscalização de imigração a policiamento local. Críticos afirmam que o ritmo acelerado e a redução de supervisão aumentam o risco de violações de direitos civis.

Ex-funcionários do DHS (Departamento de Segurança Interna) que foram afastados alertam que o programa cresce sem salvaguardas suficientes. Eles estudavam supostas violações em acordos entre ICE e autoridades locais, antes de serem desligados no último ano.

Entre 2025 e 2026, o número de jurisdições envolvidas quase dobrou, de menos de 200 para mais de 1.400. Dados do ICE indicam aumento de prisões sob 287(g), com 7 mil detenções entre jan e out de 2025, frente pouco mais de 3 mil em 2024.

A expansão e a supervisão

Especialistas dizem que o modelo de “task forces” reintroduzido pelo governo aumenta o alcance do enforcement e pode afetar comunidades de baixa renda. Críticas apontam falhas na formação e na responsabilização de agentes.

A própria CRCL (oficina de direitos civis) sofreu redução de pessoal e foi desmantelada em parte, o que acirrou a preocupação com a fiscalização. Relatos indicam que o relatório congressual sobre o tema ficou em “limbo” desde a mudança de governo.

Em fevereiro de 2025, o comitê consultivo interno foi dissolvido; em março, os inspetores foram removidos sem aviso. Hoje, a CRCL trabalha com poucos funcionários, complementados por contratados externos, segundo fontes ouvidas pela imprensa.

Recursos e controle federais

O DHS afirma que a CRCL recebe denúncias, investiga queixas e mantém funcionamento legal, sem atrapalhar a missão de segurança. Em contrapartida, críticos dizem que o financiamento de programas e incentivos financeiros criam pressões por maior número de detenções.

O governo argumenta que a cooperação com ICE fortalece a segurança de famílias americanas e que os acordos ajudam a enfrentar a imigração irregular. Diversas cidades continuam avaliando ou reavaliando sua participação no 287(g).

Alguns estados já adotaram posições contrárias à cooperação com ICE. Em particular, estados com leis de abrigo a imigrantes proibiram ou restringiram acordos com autoridades locais para cumprir a imigração federal.

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