- Mais de 300 protestos devem ocorrer hoje em todos os estados e em Washington, D.C., no movimento “ICE Out of Everywhere”.
- Organizados pela rede nacional 50501, os atos respondem a denúncias de uso excessivo da força e mortes envolvendo agentes da imigração, como Pretti, Good, Campos e Porter Jr.
- As ações incluem vigílias, marchas, protestos em centros de detenção, escritórios federais e aeroportos, além de bandeiras sobrepassando vias.
- Entre as reivindicações estão o bloqueio de financiamentos ao Departamento de Segurança Interna até a saída de agentes do ICE e do CBP, e propostas de reformas e de combate à militarização da fiscalização.
- Campanhas paralelas atuam contra empresas e hotéis que apoiam operações de imigração, incentivando boicotes e pressões corporativas para interromper contratos com o ICE.
Mais de 300 protestos anti-ICE devem ocorrer neste fim de semana em todas as 50 unidades da federação e em Washington, DC. O movimento é chamado “ICE Out of Everywhere” e inclui vigílias, passeatas e ações públicas.
Os organizadores são liderados pela 50501, uma rede de base nacional. O objetivo é responder a uma sequência de mortes envolvendo agentes de imigração e a percepção de uso excessivo de força, detenções abusivas e militarização das ações de imigção.
Os eventos acontecem neste sábado, em cidades grandes e pequenas, com concentrações perto de centros de detenção, escritórios de ICE e gabinetes de deputados. Também há ações em aeroportos e locais de empresas ligadas à deportação.
Entre as atividades previstas, estão vigílias por pessoas mortas ou detidas pela ICE, protestos em passagens de vias, marchas e treinamentos comunitários para observar e registrar as ações da agência. Os participantes pedem ações políticas para reverter a repressão.
Os organizadores pedem que haja pressão para interromper financiamentos ao Departamento de Segurança Interna até que ICE e CBP sejam removidos das comunidades. Posteriormente, democratas avançaram projetos orçamentários para evitar um possível apagamento parcial do governo, mantendo demandas de reforma à ICE em debate.
Há também campanhas de pressão econômica, como o movimento No Housing for ICE, que convoca hotéis a não hospedarem agentes de imigração durante operações. Outra frente, #DontServeICE, busca que comércios locais neguem atendimento a agentes federais.
As ações seguem semanas de mobilizações após o tiroteio de Alex Pretti e após protestos em Minnesota e Texas. Organizadores destacam que a pauta não se restringe a incidentes isolados, mas a um padrão percebido de violência e controle.
A coordenação destaca que as reivindicações incluem responsabilização legal de agentes por mortes de civis e a defesa de investigações independentes sobre as operações da ICE. A mobilização também envolve incentivos a que empresas adotem posturas públicas.
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