- A organização European Legal Support Center (ELSC) afirma que a solidariedade palestina está sendo “silenciada, criminalizada e sancionada”, com mais de novecentos casos de repressão registrados na Grã-Bretanha nos últimos seis anos.
- As consequências incluem difamação, desinformação, assédio, doxing, cancelamento de vistos, exclusão financeira, perda de emprego e prisões.
- Os principais agentes de repressão seriam a polícia (220 incidentes), instituições de ensino (192), grupos pró-Israel (141) e jornalistas/m mídia (141).
- Estudantes, acadêmicos e professores aparecem como os alvos mais frequentes (336), seguidos por ativistas e organizadores (229); artistas e trabalhadores culturais também sofrem cancelamentos de eventos (71).
- Um caso destacado envolve a professora Sajja Iqbal, que perdeu o emprego ao retirar produtos israelenses de um supermercado e pediu apoio legal; a ELSC ressalta que não avalia casos individualmente.
O grupo European Legal Support Center (ELSC) e a instituição Forensic Architecture apresentam um relatório sobre a repressão a atos de solidariedade com Palestine. Segundo o índice de repressão, mais de 900 exemplos ocorreram na Grã-Bretanha nos últimos seis anos. A pauta inclui difamação, desinformação e assédio, entre outras formas de reação.
De acordo com o índice, as sanções atingem especialmente estudantes, professores e profissionais da educação, além de ativistas. Os principais Artífices da repressão seriam a polícia, escolas e universidades, grupos pró-Israel e veículos de imprensa, em números de 220, 192, 141 e 141, respectivamente.
Dados e alcance
Entre os alvos, 336 são estudantes, acadêmicos e docentes; 229 atuam como ativistas ou organizadores. Eventos de artistas e trabalhadores da cultura também aparecem, com 71 ocorrências, muitas vezes incluindo cancelamentos de eventos.
Caso exemplar
Sajja Iqbal, professora e integrante da Redbridge Palestine Solidarity Campaign, perdeu o emprego após levar Israeli goods de uma loja Sainsbury’s ao carrinho de compras e cobri-los com uma bandeira palestina. A ação foi acompanhada de uma carta ao gerente pedindo boicote.
Iqbal relata que seu nome e de sua escola foram amplamente divulgados pela imprensa, prejudicando sua saúde física e mental. Ela pretende mover ação legal com apoio do ELSC. A organização ressalta que não avalia de forma individual cada caso do índice.
Observações sobre a metodologia
Tara Mariwany, supervisora de monitoramento do ELSC, afirma que o objetivo é documentar casos, não julgar antisemitismo ou apoio ao terrorismo. A equipe explica que a publicação foca na escala dos casos para questionar as acusações e as acusações de difamação.
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