- Irã intensifica a repressão à dissidência confiscando bens de opositores, manifestantes e exilados críticos.
- Contas bancárias bloqueadas e propriedades apreendidas, incluindo itens de figuras públicas como Borzou Arjmand, Mazyar Falahí, Mohsen Yeganeh, Sardar Azmoun e Alireza Faghaní.
- O Justiceiro Iraniano publica listas de bens confiscados sob acusação de “alinear-se com o inimigo”; transferências por meio de consulados exigem autorização da Fiscalía General.
- Casos de perda de imóveis para libertar presos são relatados no exterior, com Mandana e irmão citados; organizações de direitos humanos apontam milhares de casos e silêncio internacional.
- Execuções aumentam desde o alto‑o‑fogo, com sete opositores mortos em uma semana; autoridades pedem rapidez nas sentenças e associam crimes a cooperação com Israel.
Desde o início da guerra iniciada em fevereiro, o governo iraniano intensificou a repressão a dissidentes, bloqueando contas, bens e propriedades de opositores, manifestantes e iranianos no exterior que sejam considerados alinhados com o inimigo. A medida acompanha denúncias internacionais sobre abusos de direitos humanos.
Entre os atingidos aparecem figuras públicas e atletas que participaram de protestos ou apoiaram mobilizações nas redes sociais. As autoridades confirmam listas de bens confiscados sob a acusação de cooperação com o inimigo, com impacto também em pessoas em exílio.
Segundo o Poder Judiciário, as confiscações são comunicadas periodicamente e as notas fiscais são mantidas sob controle. A Organização de Registro de Documentos e Propriedades pediu que transferências de imóveis realizadas por consulados sejam autorizadas pela Fiscalía General.
A Procuradoria também ordenou ao Ministério de Assuntos Exteriores a suspender poderes para transferir bens de iranianos no exterior. A medida busca impedir que críticos protejam seus patrimônios ao receberem poderes de transferências.
Em meio à prática, a ONU denunciou que centenas de cidadãos, incluindo muitos em fora do país, tiveram bens confiscados sob a etiqueta de traidores, elevando a preocupação sobre violações de direitos. A imprensa destaca o uso de termos como traidores para justificar ações.
Casos de bens apreendidos levam ainda famílias a enfrentarem pressões para silenciar. Organizações de direitos humanos relatam contextos em que denunciantes e familiares sofrem ameaças para evitar repercussões públicas.
O regime também sustenta ações contra opositores locais e em exílio, e mantém pressão sobre indivíduos que apoiaram protestos ou criticaram políticas oficiais, sob o argumento de cooperação com o inimigo.
A repressão foi ampliada após o alívio parcial do conflito, com relatos de execuções de opositores sob acusações de cooperação com entidades como o Mossad e de liderança em distúrbios. As autoridades afirmam necessidade de responsabilização.
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