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Iraniana vencedora do Nobel está hospitalizada em estado crítico

Narges Mohammadi permanece em estado crítico no hospital, sob risco de vida, enquanto apoiadores exigem libertação para tratamento médico adequado

Narges Mohammadi, em foto de 2001 – foto: Behrouz Mehri/AFP
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  • Narges Mohammadi, de 54 anos e vencedora do Nobel da Paz em 2023, está hospitalizada no Irã em estado crítico, segundo apoiadores.
  • Ela está presa desde dezembro, após criticar autoridades religiosas, e sofreu dois supostos ataques cardíacos na prisão de Zanyan, no norte do Irã.
  • A advogada e o grupo Repórteres Sem Fronteiras afirmam que ela está entre a vida e a morte; há pedidos para libertação para tratamento em Teerã.
  • A família aponta deterioração grave de saúde, com perda de cerca de 20 quilos; em fevereiro recebeu nova sentença de seis anos, mais um ano e meio por propaganda contra o sistema islâmico.
  • O marido e dois filhos vivem em Paris; apoiadores destacam a necessidade de agir antes que haja perda de vida.

Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, está hospitalizada após apresentar piora de saúde. A ativista iraniana, presa no Irã desde dezembro, passa por um quadro grave de saúde no momento.

Segundo apoiadores em Paris, Mohammadi sofreu dois supostos ataques cardíacos na prisão de Zanyan, no norte do país, em março e maio. Ela foi transferida para um hospital próximo, onde permanece sob cuidados médicos.

A organização de apoio afirma que Mohammadi está em estado crítico e que há risco de falha cardíaca. A advogada da ativista descreveu a situação como entre a vida e a morte e pediu atenção internacional.

Condição de saúde e evolução

Os defensores ressaltam a detenção prolongada e denúncias de perda de peso expressiva durante o confinamento. Em meio a isso, surgem pedidos pela libertação para permitir tratamento adequado em Teerã, conforme relatos.

Contexto e histórico

Mohammadi tem mais de duas décadas de atuação contra a pena de morte e o uso obrigatório do hijab no Irã. Ela acumula múltiplas condenações judiciais, incluindo uma recente sentença de seis anos por ameaça à segurança nacional e um ano e meio por propaganda contra o regime islâmico.

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