- A Corte Suprema do Camboja negou a liberdade provisória de cinco ativistas ambientais do Mother Nature Cambodia, que já cumprem prisão há mais de 622 dias.
- Em 2 de julho de 2024, Ly Chandaravuth, Phuon Keoraksmey, Long Kunthea e Thun Ratha foram condenados a seis anos cada; Yim Leanghy foi condenado a oito anos e a pagar 10 milhões de rieles por conspiração contra o governo.
- Os cinco recorreram das condenações, e o julgamento de apelação foi adiado várias vezes desde 2025, sem nova data definida.
- Organizações de direitos humanos e o Cambodian Center for Human Rights pedem a libertação imediata, alegando que as ações foram pacíficas e defenderam o meio ambiente; a ONU também se manifestou.
- Os ativistas permanecem detidos em prisões diferentes; autoridades dizem que o governo aceita críticas construtivas, mas não tolera difamação.
O Supremo Tribunal do Camboja negou o pedido de liberdade de cinco ativistas ambientais, mantendo-os presos há mais de 622 dias. Eles contestam as condenações proferidas em 2024, quando receberam sentenças por suposto planejamento contra o governo.
Ly Chandaravuth, Phuon Keoraksmey, Long Kunthea e Thun Ratha foram condenados a seis anos de prisão cada um. Yim Leanghy recebeu oito anos de reclusão e uma multa de 10 milhões de rieles por crimes correlatos. Os cinco atuam no grupo Mother Nature Cambodia, conhecido por campanhas contra desmatamento, barragens e mineração de areia para exportação.
A decisão sobre o pedido de liberdade enquanto recorrem foi anunciada em 2 de março, após o recurso ter sido apresentado à Suprema Corte no início do processo. A data para o julgamento de apelação original, marcada para 26 de junho de 2025, foi adiada diversas vezes sem nova marcação.
O grupo internacional de defesa dos direitos humanos reagiu. Organizações como Human Rights Watch, Amnistia Internacional e LICADHO pediram a libertação dos ativistas, destacando que o trabalho deles foi pacífico e voltado para a proteção ambiental. Um relatório recente também questiona a condução do processo.
A Reuters e outras fontes locais indicam que as defesas afirmam violação de direitos, como o devido processo e a presunção de inocência. Os advogados chegaram a pedir a liberdade provisória até a conclusão do recurso, citando impactos humanitários e a falta de evidências claras para manter a prisão preventiva.
No cenário nacional, o governo cambojano vem aumentando restrições a ativistas e jornalistas. Em meio a isso, autoridades afirmam que as críticas feitas pelo grupo não refletem a realidade de desenvolvimento do país. A família dos ativistas enfrenta deslocamento entre prisões diferentes, tornando as visitas mais difíceis e onerosas.
Os ativistas permanecem detidos em prisões distintas, o que dificulta encontros familiares. Segundo a organização de apoio, eles continuam mantendo foco na defesa ambiental e em ações de aprendizagem, incluindo estudos de idiomas e atividades educativas entre os presos.
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