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Comissão de Direitos Humanos pede ao Peru proteger povo Kakataibo isolado

Comissão Interamericana de Direitos Humanos pede ao Peru proteção aos Kakataibo isolados frente invasões de madeireiras, com medidas de não contato e monitoramento

Illegal loggers tie tree trunks together to transport along the Putaya River near the hamlet of Saweto, Peru. Image by AP Photo/Martin Mejia
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  • A Comissão Interamericana de Direitos Humanos pediu ao governo do Peru que proteja o povo Kakataibo isolado nas áreas de Ucayali, Huánuco e Loreto, dentro da Reserva Indígena Kakataibo Norte e Sul.
  • O grupo vive em isolamento voluntário e sofre com a atuação de madeireiros ilegais e invasores que desmatam, instalam asentamentos ilegais e operam pistas clandestinas para contrabando de drogas.
  • Especialistas afirmam que comunidades não contatadas são mais vulneráveis a doenças e conflitos; houve relatos de confrontos violentos que resultaram em mortes.
  • A IACHR aponta falhas do Estado em adotar medidas eficazes para mitigar os riscos, solicitando ações de proteção com o princípio de não contato e monitoramento da qualidade da água.
  • A reserva, criada em 2021, abrange 149 mil hectares, mas parte dos Kakataibo isolados permanece fora da área protegida, aumentando a preocupação com invasões contínuas.

O Comitê Interamericano de Direitos Humanos (IACHR) pediu ao governo do Peru que tome medidas para proteger o povo Kakataibo, isolado, que vive nos departamentos amazônicos de Ucayali, Huánuco e Loreto. A comissão aponta riscos de invasões por madeireiros ilegais e outras atividades ilegais na Reserva Indígena Kakataibo Norte e Sul.

A IACHR considera que o Estado não adotou medidas eficazes para reduzir os perigos à vida, à integridade física e à saúde dos Kakataibo. A recomendação inclui ações de proteção com o princípio de não contato, controle de entradas na área e monitoramento da qualidade da água, entre outras providências.

Conforme a decisão, grande parte do território protegido tem sido violado por invasores que trabalham com desmatamento, ocupação clandestina e rotas para tráfico de drogas. O líder indígena Julio Cusurichi afirma que há relatos de confrontos violentos que já resultaram em mortes entre os Kakataibo isolados e invasores.

Cusurichi também destaca que parte do povo Kakataibo permanece fora da reserva, em áreas como a Cordillera Azul, o que eleva a vulnerabilidade. Ele diz que, sem a implementação prática das medidas, o risco para essas comunidades persiste ao longo dos anos.

A reserva de 149 mil hectares, criada em 2021, é citada pela IACHR como marco legal, mas as preocupações continuam devido à presença de invasores na região. A comissão reforça a necessidade de monitoramento constante e de ações que evitem qualquer contato com os Kakataibo.

A expectativa é de que o Peru cumpra as recomendações apresentadas pela IACHR para reduzir os riscos à vida, à saúde e à integridade dessas populações isoladas. As autoridades são instadas a agir de forma rápida e eficaz para impedir novas tentativas de entrada na área.

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