- O líder indígena José Albino Cañas Ramírez foi morto a tiros por dois suspeitos não identificados no departamento de Caldas, Colômbia.
- O ataque ocorreu por volta das 20h50 de 16 de fevereiro, na loja ligada à casa dele, e os atiradores fugiram em direção a Supía.
- Ramírez era membro do cabildo do RCMLP (Resguardo de Origem Colonial Cañamomo Lomaprieta), uma reserva de 37.6-square-kilometer, criada em 1540.
- A violência na região envolve garimpo ilegal e conflitos armados; em 2002, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos concedeu medidas de proteção às comunidades Embera Chamí, que têm pedido apoio aos Ministérios da Defesa e à Defensoria do Povo sem resposta.
- O assassinato de Ramírez reforça um histórico de violência contra lideranças indígenas da área, incluindo a Masacre de La Rueda, em 2001.
O líder indígena José Albino Cañas Ramírez foi morto a tiros por dois homens não identificados na região do departamento de Caldas, na Colômbia. O ataque ocorreu por volta das 20h50 de 16 de fevereiro, próximo à residência da família, dentro do resguardo de origem colonial Cañamomo Lomaprieta (RCMLP). A princípio, é investigado como ataque direcionado ligado à defesa do território.
Segundo a administração do RCMLP, os suspeitos chegaram a uma oficina ligada à casa de Ramírez e atiraram quatro vezes antes de fugirem pela rede viária da comunidade em direção ao município vizinho de Supía. Ramírez morreu minutos depois, de acordo com a nota divulgada pela organização.
Ramírez integrava o conselho de governança do resguardo e era autoridade indígena da comunidade Portachuelo, uma das 32 comunidades Embera Chamí que compõem o RCMLP. Entre as funções dele estavam a proteção territorial, a resolução de conflitos e a promoção da preservação cultural, além de incentivar os jovens a evitar drogas.
A violência no território já é ponto de preocupação há anos. O RCMLP e comunidades vizinhas enfrentam ameaças de garimpo ilegal e de grupos armados que atuam na região. Em 2002, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos concedeu medidas cautelares aos Embera, pedindo proteção imediata às comunidades.
Nos últimos tempos, as comunidades acionaram o Ministério da Defesa e a Defensoria do Povo para pedir ações de segurança e uma investigação mais firme sobre os casos de violência, conforme relatos de ativistas ligados ao RCMLP. Os pedidos, porém, não teriam obtido resposta célere, segundo Vinasco.
O episódio amplia o histórico de violência contra lideranças locais na região, conforme destacam moradores e dirigentes do RCMLP. Eles citam campanhas de violência anteriores, incluindo massacres marcados pela violência paramilitar, que deixaram vítimas e deixaram diversos casos sem solução.
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