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Protestos no Irã terminaram; campanha de terror do Estado continua

Milhares seguem detidos em locais secretos; repressão pós-protestos persiste e aumenta o risco de crimes contra a humanidade

Demonstrators march in support of Iranian protesters in Berlin on Jan. 24.
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  • Após as mortes de milhares de civis durante protestos no fim de dezembro, o Irã intensificou uma campanha de repressão violenta, ainda que não com multidões e tiro, mas por rondas noturnas, desaparecimentos forçados e detenções em segredo.
  • Testemunhos de mais de trinta pessoas, coletados pelo Centro de Direitos Humanos no Irã, indicam prisões em operações de busca domiciliar violenta, muitas sem mandado, com whisking de familiares e remoção de protestantes feridos.
  • Os detidos não são apenas manifestantes: adolescentes, testemunhas, profissionais de saúde, advogados e cidadãos que expressaram apoio nas redes sociais também têm sido presos.
  • Em várias cidades, prisioneiros são mantidos incomunicados, sem acesso a advogados ou familiares, frequentemente fora do sistema prisional formal, em locais como armazéns, unidades de contêineres e edifícios abandonados.
  • Hospitais têm sido alvo da repressão, com forças de segurança dentro de emergências pressionando médicos e impedindo que pacientes recebam atendimento, levando a óbitos por ferimentos não tratados.

Desde o fim das protestos no Irã, as forças de segurança intensificaram uma campanha de repressão violenta pós-manifestações, com prisões noturnas, desaparecimentos forçados e detenções secretas, segundo a CHRI.

Mais de 30 testemunhos diretos coletados pelo Centro para Direitos Humanos no Irã indicam que operações de grandes prisões ocorreram logo após os casos de mortes. Agentes armados realizavam buscas domiciliares noturnas sem mandado, vasculhavam familiares para identificar manifestantes feridos e levavam pessoas diante das famílias.

A captura não se restringe a manifestantes; incluem adolescentes, espectadores feridos, médicos, advogados e cidadãos que publicaram apoio nas redes. Em várias cidades, as prisões ocorrem de forma invisível e sem registro formal em sistemas prisionais.

Kerman, Khorramabad, Andimeshk, Qorveh, Mahabad, Gorgan e Arak aparecem entre os locais afetados. Detidos frequentemente ficam sem comunicação com advogados ou familiares e não aparecem em registros oficiais, muitas vezes transferidos para instalações não oficiais.

Esses locais de detenção, descritos como caixas-pretas, operam fora do arcabouço jurídico, sem trilha documental, supervisão judicial ou confirmação de vida. O risco de tortura, coerção e morte em custódia é elevado.

Famílias relatam pressão para desistirem de buscas de informações. Em alguns casos, há ameaças de prisão caso insistam, e muitas pessoas não recebem qualquer atualização sobre seus entes queridos.

Hospitais também foram alvos de ações de segurança. Em várias situações, forças estiveram nas emergências, prenderam feridos ou pressionaram profissionais de saúde a relatar pacientes, levando a evasões de atendimento.

A repressão é mais intensa nas cidades provinciais, onde o controle é mais fácil de manter e a vigilância é mais difícil de ser acompanhada pelo exterior. O objetivo aparente é inibir qualquer reemergência de protestos.

Especialistas afirmam que as ações configuram crimes contra a humanidade, com padrões de mortes, desaparecimentos e detenções secretas integrando uma política estatal coordenada. A magnitude e o sigilo aumentam o risco de impunidade.

Em meio ao recuo de atenção internacional, o texto defende que negociações com Teerã não signifiquem banalização da repressão. Cobertura continua, com pressões para libertação imediata de todos detidos e para responsabilização de autoridades envolvidas.

Entre as medidas propostas, estão sanções ampliadas a responsáveis, investigações universais, proteção a ativistas e trabalhadores da saúde, além de acesso irrestrito à internet e preservação de depoimentos de sobreviventes para evidências futuras.

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