- O regime iraniano manteve um desligamento amplo da internet desde o dia 8 de janeiro, afetando serviços governamentais e a conectividade no país.
- Ao longo de mais de quinze anos, o governo tem desenvolvido mecanismos para controlar a conectividade por meio de uma rede interna, chamada Rede Nacional de Informação (NIN).
- No mês passado, o corte foi brutal o suficiente para colocar a NIN offline por vários dias, deixando a conectividade extremamente instável e levantando dúvidas sobre os próximos passos do regime.
- Pesquisadores apontam que o governo quer centralizar dados por meio de uma rede de vigilância, com força do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana, câmeras de vigilância, reconhecimento facial e logs de mensagens para monitorar a população.
- Mesmo com restaurações parciais, especialistas ressaltam que o país pode avançar com bloqueios mais seletivos ou até uma desconexão permanente, mantendo a infraestrutura interna sob controle enquanto restringe o acesso à web global.
O Irã está próximo de finalizar seu aparato de vigilância digital, após mais de 15 anos de medidas restritivas, que culminaram em interrupção ampla da internet. Analistas avaliam que o regime consolidou mecanismos para controlar a conectividade interna por meio da rede nacional.
Desde 2019, o governo vem reduzindo o tráfego externo e fortalecendo a rede interna conhecida como NIN. Embora o objetivo seja restringir o fluxo de informações, o país ainda depende de serviços domésticos para operações públicas e privadas.
Na semana passada, a interrupção de janeiro atingiu de forma inédita a NIN, com queda de serviços governamentais e de redes de comunicação. A medida provocou impactos econômicos e limitou a observação nacional para as autoridades.
O que mudou na conectividade
Com o retorno parcial da conexão internacional, o governo sinaliza uma possível transição para uma fase de “whitelisting”, restringindo o acesso a sites e apps selecionados. Instituições estatais veem o recurso como essencial para serviços críticos.
Quem está envolvido
O Corpo da Guarda Revolucionária (IRGC) aparece como controlador-chave de grande parte dos sistemas de telecomunicações, conforme análises de pesquisadores. Empresas ligadas ao governo e hackers afiliados colaboram para o monitoramento massivo.
Por que isso ocorre
Especialistas destacam a finalidade de monitorar a população e consolidar o controle da informação, reduzindo a capacidade de evasão de leis e de coordenação de protestos. A tecnologia envolve câmeras, reconhecimento facial e logs de mensagens.
Desdobramentos e futuro
Relatórios independentes descrevem a centralização de dados e as bases legais que sustentam a vigilância. Mesmo com restaurações parciais, a volatilidade da rede mantém incertezas sobre a possibilidade de desconexão total ou fragmentação.
Conclusões preliminares
Especialistas apontam que o regime busca manter serviços críticos funcionando enquanto restringe o acesso global. A evolução do domínio digital iraniano permanece sob observação internacional, sem previsões definitivas sobre o desfecho.
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