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Padres dizem que GEO rejeitou voto de acionistas sobre direitos humanos

Investidores católicos afirmam que a GEO Group rejeitou votação de acionistas para revisar direitos humanos em instalações da ICE, levantando dúvidas sobre transparência

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A surveillance camera sits outside of Delaney Hall, a 1,000-person detention center operated by private prison company GEO Group for Immigration and Customs Enforcement (ICE), in the Ironbound neighborhood of Newark, New Jersey, U.S., May 10, 2025. REUTERS/Bing Guan/File Photo
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  • Um grupo de investidores católicos, liderado por padres jesuítas, disse que o GEO Group rejeitou uma proposta de voto de acionistas para revisar sua conduta em direitos humanos.
  • O GEO Group é operador de centros de detenção para a ICE e figura entre os maiores beneficiários do endurecimento migratório nos Estados Unidos, com instalações na Califórnia e no Texas.
  • Segundo os investidores, a empresa encerrou negociações sobre visitas a unidades e reduziu a divulgação de informações sobre direitos humanos.
  • O GEO afirmou que mantém diálogo com um amplo grupo de acionistas há décadas, que suas divulgações evoluem e cumprem obrigações legais como contratante do governo federal.
  • A proposta, apresentada em novembro, exigiria que a GEO divulgasse se seus serviços contribuem para violações de direitos humanos internacionais e expõem a empresa a riscos materiais.

A GEO Group, empresa privada de prisões, rejeitou nesta segunda-feira uma proposta de voto de acionistas que buscava esclarecer acusações de violações de direitos humanos em suas operações ligadas à detenção em instalações administradas pelo ICE, nos EUA. A iniciativa foi promovida por investidores católicos liderados por sacerdotes jesuítas, como parte de um movimento para ampliar a transparência de condutas da empresa.

Os investidores apresentaram a proposta em novembro, com o objetivo de divulgar se os serviços da GEO contribuem para violações do direito internacional e para expor riscos materiais à empresa. A discussão envolveu visitas às instalações e uma maior divulgação de relatórios sobre direitos humanos.

A GEO afirmou que mantém diálogos contínuos com um amplo conjunto de acionistas há décadas e que as divulgações evoluem de acordo com obrigações legais, especialmente por atuar como contratada do governo federal. A empresa frisou que suas informações são desenvolvidas dentro desses marcos legais.

Segundo dados de pesquisa, a GEO opera centros de detenção para o ICE, com unidades de grande porte no sul do Texas e em Adelanto, Califórnia. O ICE representou parcela relevante da receita da GEO em 2024, contribuindo com cerca de 41,5% do faturamento anual.

O grupo de investidores, que detém participações modestas na GEO, já influenciou decisões anteriores de assembleia. Em 2019, conseguiram aprovar uma divulgação anual de direitos humanos com alta adesão entre outros acionistas. Em 2025, porém, a GEO pediu permissão para evitar o voto, citando políticas regulatórias sob a administração Trump.

Bryan Pham, um dos representantes do grupo, questionou se a GEO esconde informações ao rejeitar o voto. Ele aponta que a empresa reduziu o alcance de seus relatos de direitos humanos e não concorda com a narrativa de que a proposta visa apenas obter informações adicionais, mas sim evidenciar violações de direitos humanos associadas a contratos com o governo.

A GEO respondeu por meio de nota eletrônica que não atua para conceder acesso às instalações do ICE e que fornece atendimento médico e orientação jurídica aos detidos, mantendo seu papel de prestadora de serviços dentro do sistema de imigração dos EUA. A empresa ressaltou que o foco é cumprir as leis federais de imigração.

A discussão ocorre em meio a relatos de condições de detenção, incluindo condições de sono e ventilação, que têm provocado protestos contra a administração de políticas de imigração. Observadores ligados ao monitoramento de detenções ressaltam que as unidades operadas pela GEO aparecem entre as maiores do ICE, o que intensifica o escrutínio público sobre a empresa. A GEO fica sob o escrutínio de investidores preocupados com impactos de direitos humanos e reputação corporativa.

Fonte: Reuters.

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