- Liam Conejo, cinco anos, e o pai foram detidos pelo ICE em 20 de janeiro na entrada de casa em Minneapolis e, no sábado seguinte, tiveram a libertação ordenada por um juiz do Texas; viajaram de avião para Minneapolis no dia seguinte.
- O congressista Joaquín Castro informou que acompanhou os Conejo até Minnesota e que entregou o menino e o pai pessoalmente à cidade de origem.
- O juiz federal Fred Biery ordenou a libertação, criticando a gestão da Administração Trump e citando passagens de Franklin e Jefferson, além de versículos bíblicos, afirmando que a política migratória atual deveria ser mais humana.
- A família de origem equatoriana chegou aos Estados Unidos em 2024, via aplicativo de asilo, está legalmente no país e aguarda a decisão sobre o pedido; autoridades afirmam que o visto expirou, mas não há ordem de deportação.
- No mesmo dia, quatro menores foram detidos em Minneapolis como parte da Operação Metro Surge, conduzida para combater imigração irregular, gerando protestos e críticas entre autoridades locais.
Liam Conejo, garoto ecuatoriano de cinco anos, deixou neste sábado o centro de detenção de Dilley, no sul de San Antonio, após ser liberado com o pai por determinação de um juiz federal no Texas. Em viagem subsequente, partiram em avião para Minneapolis, onde residem enquanto aguardam a decisão sobre o pedido de asilo.
A liberação foi ordenada por Fred Biery, magistrado federal indicado por Bill Clinton. O despacho sustenta a necessidade de uma resposta humana ao caso, citando que o sistema migratório dos EUA exige procedimentos mais ordenados. O texto encerra com a previsão de possibilidade de retorno aos país de origem, caso haja decisão contrária.
A liberação ocorreu após avaliação de que a detenção de crianças need evitar como instrumento. Ainda segundo informações da imprensa, Liam e Adrián Conejo foram presos na entrada de casa, durante uma operação de autoridades migratórias. No momento da detenção, a mãe estava em casa com outro filho, sem possibilidade de acompanhar o marido e o filho.
Na mesma manhã, quatro menores foram detidos no distrito escolar de Columbia Heights, em Minneapolis, como parte da denominada Operação Metro Surge, que levou milhares de agentes a Minnesota. Em incidentes relacionados, dois residentes do estado foram mortos, um poeta e um enfermeiro, segundo relatos locais.
A família Conejo chegou aos EUA em 2024, após entrar pelo país com autorização de entrada regular por meio de uma plataforma criada durante a administração anterior. Conforme os advogados, o casal permanece legalmente no país, aguardando a decisão sobre o pedido de asilo; as autoridades migratórias afirmam que a autorização expirou em abril do ano passado, sem ordem formal de deportação.
Participantes políticos reagiram à situação. O congressista Joaquín Castro, que representa a região, informou ter acompanhado a operação e acompanhado a família, destacando que o garoto retorna com seus pertences básicos, mochila e gorro. Grupos de defesa e escolas locais relataram preocupações com o bem-estar do menor e com as condições no centro de detenção.
O caso de Liam se soma a outros episódios envolvendo operações de imigração em Minnesota, que concentraram críticas sobre as estratégias de detenção de menores. Autoridades locais e nacionais acompanham atentamente os desdobramentos, em meio a debates sobre políticas migratórias e proteção de crianças.
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