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Lei internacional sobre o homicídio de sobreviventes de ataques no mar

Julgamento alemão de oficiais do U-86 por atacar sobreviventes do Llandovery Castle fixa norma contra ataques a sobreviventes, base para o Estatuto de Roma

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Pete Hegseth speaks at a cabinet meeting. Photograph: Chip Somodevilla/Getty Images
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  • Em 1919, dois oficiais do U-86 foram condenados, por tribunal alemão sob o tratado de Versalhes, por atacar sobreviventes após o afundamento do navio hospital canadense Llandovery Castle, perto da Irlanda, no fim da Primeira Guerra Mundial.
  • Os juízes rejeitaram a defesa de que as ordens do capitão tornariam o ato lícito, entendendo que a ordem era manifestamente ilegal.
  • O caso estabeleceu o princípio de que ataques a sobreviventes violam o direito das nações, considerado simples e universalmente conhecido.
  • O precedente permanece citado hoje e está codificado no Estatuto de Roma da Corte Penal Internacional.
  • A referência histórica é apresentada por William Schabas, professor de direito internacional.

William Schabas comenta um caso histórico envolvendo a condenação de dois oficiais do submarino alemão U-86 por violar a lei internacional durante a Primeira Guerra Mundial. A discussão surge ao lembrar decisões que moldaram o direito de guerra.

Sidney Blumenthal fez referência a um veredito de 1945 sobre crimes de guerra que envolviam o assassinato de marítimos que sobreviveram a um ataque no mar, durante a Segunda Guerra Mundial. O foco é o tratamento de prisioneiros e sobreviventes em conflito naval.

Contexto histórico

Em 1919, em um julgamento realizado na Alemanha, sob o Tratado de Versalhes, dois oficiais do U-86 foram condenados por atacar sobreviventes após o afundamento do navio-hospital canadense Llandovery Castle, próximo à costa irlandesa, nos últimos dias da Primeira Guerra Mundial.

Os juízes entenderam que a norma contra ataques a sobreviventes era simples e universalmente conhecida. Rejeitaram a defesa de que as ordens do capitão do submarino deveriam ser obedecidas, afirmando que tais ordens eram manifestamente ilegais.

Relevância contemporânea

O precedente de 1919 ainda é citado hoje e está codificado no estatuto de Roma da Corte Penal Internacional. A doutrina exerce influência sobre a interpretação de crimes contra a lei de nações em conflitos armados, mesmo décadas após os fatos.

Medidas e interpretações

William Schabas, professor de direito internacional da Middlesex University, destaca a importância de não obedecer ordens que violem o direito internacional. A discussão atual ressalta como decisões antigas permanecem relevantes para julgamentos modernos.

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