- O presidente de Costa Rica, Rodrigo Chaves, disse que o governo não reconhece a legitimidade do regime cubano e fechará a embaixada de Cuba em San José.
- A fala ocorreu em evento com a presença do embaixador dos Estados Unidos, em que Chaves citou maus-tratos e condições indignas para os habitantes da ilha.
- O governo norte americano mantém um bloqueio de óleo a Cuba, o que tem contribuído para apagões que afetam residências, hospitais e empresas.
- As carências também afetam o transporte e o recolhimento de lixo em Havana, levando parte da população a usar painéis solares.
- A Ecuador já fechou recentemente sua embaixada em Cuba; os presidentes da Costa Rica e do Ecuador participaram da cúpula anti-crime “Shield of the Americas”, nos Estados Unidos.
Costa Rica não reconhece a legitimidade do governo cubano e anunciará o fechamento da embaixada em San José. A medida é alvo de críticas ao regime comunista de Cuba e à forma como o país trata seus cidadãos.
O presidente Rodrigo Chaves informou a imprensa, em evento com o embaixador dos EUA presente, que o governo não reconhece a legitimidade institucional de Cuba. Ele citou episódios de repressão e condições desumanas para a população cubana.
O anúncio ocorre em meio a tensões regionais e à presença de lideranças de direita na América Latina em um encontro na Flórida. A reunião integrou o que a imprensa chamou de cúpula anti crime Shield of the Americas.
Segundo o governo costa-riquenho, a decisão também reflete críticas ao bloqueio petrolífero imposto pelos EUA à ilha caribenha, que deixou bairros inteiros com quedas de energia, afetações a hospitais e a comércio.
Relatos indicam que a escassez de combustíveis agrava serviços públicos, incluindo a coleta de lixo em Havana, e leva alguns cubanos a buscar fontes alternativas de energia, como painéis solares.
Ecuador já havia fechado sua embaixada cubana no início deste mês, declarando o embaixador Basilio Gutierrez persona non grata. Costa Rica e Equador participaram de eventos regionais alinhados a blocos de direita.
O governo costa-riquenho não forneceu prazo para a efetiva conclusão do fechamento da embaixada nem detalhou desdobramentos diplomáticos. Autoridades disseram apenas que a medida é parte de uma mudança na postura do país frente a Cuba.
A cobertura é baseada em informações da Reuters, com apuração de Alvaro Murillo e edição de Daina Beth Solomon.
Entre na conversa da comunidade