- A tempestade Leonardo continua a atingir Espanha e Portugal, com pelo menos uma morte em Portugal e mais de sete mil pessoas evacuadas na Andaluzia, Espanha.
- O governo português prorrogou o estado de calamidade em 69 municípios até a metade de fevereiro.
- Cerca de 1,5 mil moradores deixaram Grazalema, outras áreas reportaram evacuações em regiões ribeirinhas e riscos de inundações permanecem.
- Em Portugal, o Rio Douro transbordou em Porto e partes de Alcácer do Sal ficaram semisubmersas; autoridades alertam para risco de cheias no Tejo e outros rios.
- Apesar de pedidos para adiar, a autoridade eleitoral nacional manteve a data da segunda volta das eleições presidenciais; pesquisadores destacam ligação entre eventos climáticos extremos e mudanças climáticas.
O ciclone Storm Leonardo continua a atingir a Península Ibérica, provocando cheias, ventos fortes e uma morte em Portugal, além de milhares de desabrigados na Espanha. As chuvas intensas levaram o governo português a estender o estado de calamidade em 69 municípios até meados de fevereiro. A situação mantém-se crítica em várias regiões ao longo da sexta-feira.
Em Córdoba, na Andaluzia, cerca de 7 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por causa da subida abrupta do nível dos rios, principalmente ao redor do Guadalquivir. Em Grazalema, vila montanhosa, 1,5 mil moradores receberam ordem de evacuação devido à infiltração de água nas paredes e nas vias íngremes da localidade.
A região enfrenta o risco de deslizamentos, com autoridades alertando sobre pressões em aquíferos. O presidente regional, Juan Manuel Moreno, afirmou que geólogos avaliam a área para determinar quando os residentes poderão retornar. O governo espanhol acompanha a evolução dos danos.
Em Portugal, o saldo inclui uma vítima fatal e o estímulo a evacuações em áreas ribeirinhas. A cidade de Moura, no Alentejo, observa o represamento de água no reservatório de Alqueva, enquanto Alcácer do Sal, no Sado, permanece parcialmente submersa. A Douro também rompeu parcialmente na madrugada.
O comandante da proteção civil portuguesa, Mario Silvestre, informou que seis rios, entre eles o Tejo, apresentam risco de enchentes significativas. O país sofreu com o pior risco de enchentes no Tejo em quase três décadas, ampliando preocupações entre moradores e autoridades.
Na Espanha, o Serviço Meteorológico de Portugal prevê novas precipitações e ventos fortes neste sábado, com o avanço de Storm Marta, seguido por frentes que devem manter a chuva em grande parte da península. Aemet classificou áreas costeiras de Galicia como alerta laranja e outras regiões como amarelo.
Na agricultura, a região de Jaén, na Espanha, estima perdas de cerca de €200 milhões na colheita de azeitonas, segundo Francisco Elvira, líder de uma associação de agricultores. Agricultores e produtores aguardam novas avaliações sobre os impactos e recuperações.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, planejava visitar as áreas mais atingidas na Andaluzia na sexta-feira. Autoridades locais reforçam que, apesar dos avisos, as medidas de emergência seguem para proteger populações vulneráveis.
No cenário político, circulam pedidos para adiar a segunda volta das eleições presidenciais em Portugal. O líder de um partido de oposição defende o adiamento como forma de garantir equidade eleitoral, enquanto a autoridade eleitoral nacional afirmou que a votação seguirá conforme programado.
As informações indicam que as mudanças climáticas, com intensificação de eventos extremos, aumentam a duração e a força de tempestades como Leonardo e Marta, ampliando a necessidade de resposta rápida de autoridades e comunidades. A cobertura envolve dados de Reuters, AP e AFP.
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