- Um relatório da Transportation Safety Board (TSB) do Canadá aponta falhas no design, materiais e na cultura organizacional da OceanGate, empresa responsável pela expedição ao Titanic com a Titan.
- Inspectores encontraram defeitos estruturais no material usado no casco de carbono e disseram que o projeto era “novel” e não seguia normas de engenharia padrão.
- O relatório destaca que a Titan não foi suficientemente testada em condições de pressão de deep ocean, com apenas seis ensaios em modelos reducidos e pouca análise de falhas em uso real.
- A cultura da OceanGate foi associada a “pensamento de grupo” e viés de confirmação, com riscos ignorados e decisões sem participação de especialistas.
- Após o incidente, em julho de 2023 a OceanGate afirmou ter interrompido operações de exploração e comerciais; a TSB também aponta falhas regulatórias e ausência de fiscalização externa adequada.
O relatório da TSB canadense aponta falhas graves no Titan, submersível de fibra de carbono, e aponta que a empresa responsável não testou adequadamente um design ainda novo. O documentário conclui que a cultura organizacional favoreceu o risco.
Segundo o documento, o casco mostrou defeitos estruturais e o material sofreu danos com pressões extremas. A avaliação indica que a Titan não seguiu práticas de engenharia padrão durante construção e testes.
A investigação envolveu a embarcação que partiu em junho de 2023 com cinco passageiros rumo ao naufrágio do Titanic, no Atlântico Norte. A comunicação foi interrompida quase duas horas após o mergulho.
Fatores-chave apontados
O relatório afirma que houve “groupthink” e viés de confirmação na OceanGate, com decisões tomadas sem considerar riscos amplos. A ausência de testes de pressão em full-scale contribuiu para incertezas sobre a integridade do casco.
Inspeções revelaram que a Titan acumulou danos com usos repetidos e que o sistema de monitoramento acústico não foi testado para prever falhas com antecedência suficiente. O submarino já havia enfrentado incidentes anteriores durante mergulhos.
A narrativa aponta ainda que a cultura da empresa estimulou a conformidade e reduziu vozes críticas. Ao longo da operação, especialistas deixaram a empresa ou foram dispensados por questionarem a segurança.
Regulação e desdobramentos
O órgão regulador canadense observou a falta de fiscalização externa sobre processos de avaliação de risco da OceanGate em todos os países onde atuava. A viagem final encerrou-se sem garantia de certificação de autoridades competentes.
Em julho de 2023, a OceanGate divulgou comunicado mínimo anunciando a suspensão de operações exploratórias e comerciais. O relatório ressalta fragilidades estruturais e institucionais que contribuíram para o desastre.
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