- Em 16 de abril, oito membros da família de Priyantha Kumara foram arrastados por correntezas no Deduru Oya, no noroeste do Sri Lanka.
- A polícia informou mais de trinta afogamentos entre 12 e 21 de abril deste ano, destacando os riscos de rios com cheias.
- No ano anterior, 376 pessoas morreram por afogamento em rios; em 2024, o total de fatalidades atingiu 595, segundo autoridades.
- Especialistas dizem que o Deduru Oya é um sistema fluvial dinâmico: mudanças de curso ocorrem com fortes cheias, erosão de margens e novos canais surgindo durante eventos extremos.
- Planos estão em estudo para criar um mecanismo nacional de prevenção de afogamentos e incentivar a construção de pontos de banho seguros, com orientações sobre não entrar na água sem saber nadar.
Deduru Oya, Sri Lanka – Em 16 de abril, oito membros da família de Priyantha Kumara desapareceram devido a correntes fortes na Deduru Oya, rio da província Noroeste. Entre eles estavam a esposa, o filho, o irmão, o sogro e outros parentes, quando tomavam banho em um ponto conhecido como Kuriyagas Mankada.
A Polícia do Sri Lanka informou que, entre 12 e 21 de abril, mais de 30 afogamentos ocorreram em rios. Dados de autoridades indicam que, no ano anterior, 376 pessoas morreram em afogamentos em rios e 595 falecimentos foram registrados em 2024. O Serviço de mergulho da Marinha já recuperou 148 corpos entre 2022 e 2023.
Priyantha Kumara é morador de Gopallawa, no distrito de Kurunegala. Seu filho, então, havia pedido para que o grupo tomasse banho no rio. A família costumava frequentar aquele local desde a infância, mas reconhece que o rio mudou após o ciclone Ditwah, destacando a falta de experiência de natação entre os parentes.
Dinâmica do rio
O Deduru Oya é o quinto maior reservatório hídrico do país, com área de mais de 2.600 km². Em novembro de 2025, houve descarga de água de emergência no rio durante o ciclone Ditwah, que provocou enchentes, deslizamentos e deslocamentos em milhões de pessoas. Engenheiro da Irrigação Nacional explica que rios mudam de curso com o tempo e que margens podem desabar sob correnteza intensa.
Estudos por Satélite mostram que o curso do Deduru Oya tem sido evasivo, com curvas e meandros alterados ao longo de três décadas. Pesquisas indicam que meandros mais agudos podem aumentar a velocidade da água nas margens externas, elevando o risco de afogamentos em áreas de banho.
Extremos climáticos costumam intensificar a energia das correntezas, aumentando a erosão das margens externas e formando novos canais. Pesquisadores apontam que, durante eventos de chuva intensa, a velocidade da água nos contornos das curvas tende a subir, elevando o risco de quedas em profundidades não aparentes.
Riscos locais e medidas preventivas
Especialistas ressaltam que áreas de banho em rios devem ser avaliadas com cautela, pois a água pode parecer rasa, mas apresentar trechos mais profundos. Entre as causas comuns estão a erosão de margens, acúmulo de sedimentos e alterações no leito após enchentes. A ausência de prática de natação contribui para maior vulnerabilidade.
Com mudanças nos padrões de monção, grandes volumes de água são lançados aos rios. Pesquisadores destacam ainda que o assoreamento de reservatórios e a retirada de solo de áreas de captção agravam os riscos de afogamento em áreas de lazer aquático. Em resposta, autoridades trabalham em mecanismos nacionais para reduzir mortes por afogamento e na criação de pontos seguros para banho.
A autoridade hidrográfica ressalta que o fluxo de água em meandros varia conforme a estação. Projetos locais incluem a construção de áreas de banho seguras em parceria com prefeituras para orientar moradores e visitantes. A mensagem central é a de que a água é imprevisível e que precaução deve preceder qualquer banho.
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