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Ajuda alimentar na Somália pode parar em semanas por falta de financiamento, diz WFP

PMA alerta que ajuda alimentar em Somalia pode cessar até abril sem nova verba, afetando 4,4 milhões e serviços de nutrição

Internally displaced Somali women carry their relief packages after receiving dry relief food from Kuwait charity, during the Muslim holy fasting month of Ramadan, in Mogadishu, Somalia March 12, 2025. REUTERS/Feisal Omar/File Photo
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  • O Programa Alimentar Mundial (PMA) alerta que a assistência alimentar e nutricional na Somália pode parar até abril sem nova funding, colocando milhões em risco de fome pior.
  • Cerca de 4,4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar em nível de crise, com quase 1 milhão em fome grave, devido à seca, conflitos e queda de financiamento.
  • O PMA já reduziu a ajuda de 2,2 milhões de pessoas para pouco mais de 600 mil este ano por falta de recursos; programas de nutrição para mulheres grávidas e crianças também foram cortados.
  • A organização busca 95 milhões de dólares para manter operações entre março e agosto, diante de um momento crítico similar ao de 2022.
  • A Somália declarou emergência de seca em novembro, com impactos regionais que ampliam a necessidade de apoio humanitário.

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (WFP) alertou que a ajuda alimentar e de nutrição em rápido apoio à população da Somália pode parar em abril se não houver novo financiamento. O alerta foi feito em Genebra nesta sexta-feira.

A agência estima que 4,4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar em nível de crise, com quase um milhão em fome severa, consequência de secas recorrentes, conflitos e queda de recursos humanitários.

Ross Smith, diretor de preparação para emergências do WFP, disse que a situação deteriora-se a ritmo alarmante e que famílias já perderam tudo, com risco de agravamento caso não haja apoio emergencial imediato.

Contexto da seca e fome na região

A Somália declarou emergência de seca em novembro, após várias temporadas de baixa precipitação. Países vizinhos também sofrem impactos, ampliando a vulnerabilidade regional e a pressão sobre recursos de ajuda.

O WFP, maior agência humanitária da Somália, informou que já reduzira a assistência de 2,2 milhões de pessoas para pouco mais de 600 mil este ano. Programas de nutrição para grávidas, lactantes e crianças pequenos foram fortemente diminuídos.

O grupo afirma que enfrenta um momento crítico parecido com 2022, quando a fome foi contornada apenas com apoio internacional maciço. A instituição busca US$ 95 milhões para manter operações de março a agosto.

Medida de financiamento e próximos passos

Caso o dinheiro não entre rapidamente, a continuidade da ajuda pode tornar-se inviável, com consequências humanitárias, de segurança e econômicas não apenas para a Somália, mas para a região. Smith ressaltou o impacto potencial em áreas vizinhas.

A falta de recursos, segundo o WFP, não apenas agrava a fome, mas aumenta o risco de deslocamentos adicionais, pressões sobre serviços de saúde e impactos econômicos locais, dificultando a recuperação.

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