- Chuva intensa novamente atingiu áreas rurais do norte de Portugal, com risco de transbordamento de diques perto de Coimbra.
- Aproximadamente 3.000 moradores foram evacuados como medida de precaução devido à possibilidade de enchente do Mondego.
- Parte da muralha antiga de Coimbra desabou, levando ao fechamento do mercado municipal.
- Autoridades faziam vistorias casa a casa e deslocavam moradores para abrigos; o primeiro‑ministro iria a Coimbra para acompanhar a resposta, após a demissão do ministro do Interior.
- Em Porto Brandão, perto de Lisboa, moradores foram retirados devido ao risco de deslizamentos; Caparica também registrou remoções.
A chuva volumosa voltou a atingir Portugal nesta quarta-feira, alagando áreas rurais no norte do país e aumentando o risco de transbordamento de barragens em Coimbra. Autoridades evacuaram cerca de 3 mil moradores como medida de precaução, diante do avanço das águas do Mondego.
O temporal ocorre em meio a uma sequência de tempestades que castigou o centro e o sul de Portugal desde o fim de janeiro, provocando destruição de imóveis, inundações e falta de energia para centenas de milhares. Um fenômeno meteorológico conhecido como “rio atmosférico” ampliou as chuvas no norte.
Risco de transbordamento e evacuações
As autoridades municipais de Coimbra ordenaram a evacuação precária de cerca de 3 mil pessoas, principalmente por risco de o Mondego transbordar. A operação seguia na manhã de quarta-feira, com patrulhas e transporte para abrigos.
Carlos Tavares, chefe regional da Proteção Civil, avisou que a situação pode piorar entre o fim da tarde de hoje e a sexta-feira, caso as chuvas persistam e a barragem de Aguieira, a 35 km ao nordeste, venha a transbordar, arrastando defensas e provocando novas inundações.
Desabamentos e impactos na cidade histórica
Parte da muralha antiga de Coimbra desabou, bloqueando a via sob a encosta. O beco afetou o acesso ao mercado municipal, segundo nota da prefeitura, que confirmou ainda o fechamento do local.
Na região central, do outro lado do Tejo, o bairro de Porto Brandão foi evacuado por risco de deslizamentos. Cerca de 30 residentes deixaram suas casas após deslizamento em Caparica, área costeira próxima a Lisboa.
Contexto e próximos passos
O governo acompanha a situação com coordenação entre forças de segurança, proteção civil e serviços de emergência. O primeiro-ministro deve chegar a Coimbra para avaliar a resposta operacional, enquanto autoridades revisam planos de evacuação e monitoram barragens.
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