- A investigação Cranston concluiu que as mortes no pior naufrágio de barco pequeno no Canal eram evitáveis.
- O relatório de 454 páginas critica falhas no resgate marítimo do Reino Unido na noite do desastre, com carência de recursos e de pessoal.
- Pelo menos 24 homens, 7 mulheres e 2 crianças morreram; o número total de pessoas a bordo não foi determinado de forma conclusiva, e um dos dois sobreviventes mencionou a possibilidade de outros, incluindo um homem etíope e pelo menos duas crianças não localizadas.
- Os transbordos de coletes laranjas pareciam ter algodão, oferecendo flutuabilidade ineficaz.
- Cranston pediu o fim das travessias em barcos pequenos e apontou falha sistêmica do governo, com consequências diretas para o resgate no mar.
Foi divulgado um relatório de 454 páginas do ex-juiz do Supremo, Sir Ross Cranston, sobre o pior naufrágio de embarcação pequena no Canal da Mancha. A investigação concluiu que as vidas poderiam ter sido salvas e aponta falhas sistêmicas no atendimento de resgate na noite da tragédia.
O inquérito envolve o resgate de pelo menos 24 homens, 7 mulheres e 2 crianças que morreram em novembro de 2021. Um dos dois sobreviventes afirmou que havia mais pessoas a bordo, inclusive um homem etíope e ao menos duas crianças, que não foram encontradas ou contabilizadas. As vítimas usavam coletes que pareciam conter algodão, oferecendo flutuabilidade ineficaz.
Contexto e falhas no resgate
O Cranston destacou falhas sistêmicas, oportunidades perdidas e pouca organização de recursos como fatores que comprometeram a resposta de busca e salvamento no litoral britânico na ocasião. O serviço de Guarda-Costa do Reino Unido foi colocado em uma situação considerada intolerável devido à constante escassez de pessoal e capacidade operacional limitada.
O relatório enfatiza que a travessia de pequenas embarcações desprovidas de seaworthiness e superlotadas, cruzando uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo, é por si mesma extremamente perigosa. Cranston afirmou que a atuação governamental deveria evitar novas mortes, inclusive pela interrupção de futuras travessias desse tipo.
Repercussões e perspectivas
Entre as recomendações, o documento sugere medidas para reduzir a demanda por travessias arriscadas via pequenas embarcações. A avaliação aponta responsabilidade institucional pela falha de ampliar recursos e treinamento para as equipes de resgate.
A investigação não detalha um calendário específico para mudanças, mas sinaliza necessidade de reformular políticas públicas relacionadas à gestão de fronteiras, operações de resgate e alocação de pessoal. A defesa das operadoras envolvidas não foi incluída neste resumo.
Entre na conversa da comunidade