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Pior desastre de barco pequeno no Canal: mortes evitáveis, diz inquérito

Laudo aponta falhas sistêmicas e escassez de recursos que comprometeram o resgate na pior tragédia de barco pequeno no Canal da Mancha

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Mourners holding a vigil in London in November 2021 for those who died in the Channel disaster.
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  • A investigação Cranston concluiu que as mortes no pior naufrágio de barco pequeno no Canal eram evitáveis.
  • O relatório de 454 páginas critica falhas no resgate marítimo do Reino Unido na noite do desastre, com carência de recursos e de pessoal.
  • Pelo menos 24 homens, 7 mulheres e 2 crianças morreram; o número total de pessoas a bordo não foi determinado de forma conclusiva, e um dos dois sobreviventes mencionou a possibilidade de outros, incluindo um homem etíope e pelo menos duas crianças não localizadas.
  • Os transbordos de coletes laranjas pareciam ter algodão, oferecendo flutuabilidade ineficaz.
  • Cranston pediu o fim das travessias em barcos pequenos e apontou falha sistêmica do governo, com consequências diretas para o resgate no mar.

Foi divulgado um relatório de 454 páginas do ex-juiz do Supremo, Sir Ross Cranston, sobre o pior naufrágio de embarcação pequena no Canal da Mancha. A investigação concluiu que as vidas poderiam ter sido salvas e aponta falhas sistêmicas no atendimento de resgate na noite da tragédia.

O inquérito envolve o resgate de pelo menos 24 homens, 7 mulheres e 2 crianças que morreram em novembro de 2021. Um dos dois sobreviventes afirmou que havia mais pessoas a bordo, inclusive um homem etíope e ao menos duas crianças, que não foram encontradas ou contabilizadas. As vítimas usavam coletes que pareciam conter algodão, oferecendo flutuabilidade ineficaz.

Contexto e falhas no resgate

O Cranston destacou falhas sistêmicas, oportunidades perdidas e pouca organização de recursos como fatores que comprometeram a resposta de busca e salvamento no litoral britânico na ocasião. O serviço de Guarda-Costa do Reino Unido foi colocado em uma situação considerada intolerável devido à constante escassez de pessoal e capacidade operacional limitada.

O relatório enfatiza que a travessia de pequenas embarcações desprovidas de seaworthiness e superlotadas, cruzando uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo, é por si mesma extremamente perigosa. Cranston afirmou que a atuação governamental deveria evitar novas mortes, inclusive pela interrupção de futuras travessias desse tipo.

Repercussões e perspectivas

Entre as recomendações, o documento sugere medidas para reduzir a demanda por travessias arriscadas via pequenas embarcações. A avaliação aponta responsabilidade institucional pela falha de ampliar recursos e treinamento para as equipes de resgate.

A investigação não detalha um calendário específico para mudanças, mas sinaliza necessidade de reformular políticas públicas relacionadas à gestão de fronteiras, operações de resgate e alocação de pessoal. A defesa das operadoras envolvidas não foi incluída neste resumo.

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