- O governo declarou estado de desastre em Knysna, cidade turística da região da Garden Route, ante o risco de “day zero” — o dia em que os reservatórios secarão.
- Aproximadamente 55% da água potável da cidade é perdida por vazamentos, e a capacidade de reserva do reservatório Akkerkloof caiu a apenas vinte dias.
- Medidas já adotadas incluem restrições de consumo e um aporte emergencial de 1,25 milhão de dólares para consertar poços, ampliar a dessalinização e perfurar mais um poço no curto prazo.
- Organizações como Gift of the Givers prestam apoio levando milhares de litros de água por meio de caminhões-tanque; centros de aposentados investiram em tanques e bombas para manter água em prédios-chave.
- A situação preocupa a indústria do turismo, com temores de filas para ração de água; planos a longo prazo contemplam reciclagem de água, instalação de medidores e construção de mais uma barragem.
Knysna, resort turístico na Costa sul da África, vive o risco de ficar sem água. Autoridades declararam estado de desastre diante da possibilidade de “Day Zero”, quando o abastecimento seria interrompido.
A cidade, na Rota Jardim, abriga cerca de 100 mil habitantes. A crise é registrada como consequência de falhas na manutenção da infraestrutura, secas periódicas e perdas de água por vazamentos nas redes. Estimativas oficiais apontam que metade da água potável se perde por tubulações com vazamentos.
O reservatório principal, a represa Akkerkloof, opera com reservas que, na última visita, chegavam a apenas 20 dias. Medidas de emergência foram adotadas, incluindo restrições de consumo e aporte financeiro federal.
A prefeitura afirma que problemas ficaram, em parte, para trás por décadas de negligência na manutenção. O orçamento de emergência recebido do governo nacional soma 1,25 milhão de dólares para reparar poços, implantar produção de água dessalinizada e perfurar novas fontes.
Franco de Grandis, proprietário de um centro de idosos, já instalou um sistema de reserva com tanques de água e bombas para suprir edifícios nos momentos de queda no abastecimento. O investimento aproximado foi de 250 mil rands (cerca de 15,7 mil dólares).
Organizações não governamentais, como Gift of the Givers, ajudam com carretas-tanque e distribuição de água de poços privados. A coordenação local ressalta a importância de que a crise não se torne comum ou permanente para a população.
As restrições, vigentes desde janeiro, limitam a pressão da água, proíbem irrigação de jardins, enchimento de piscinas e lavagem de barcos com água municipal. A cobrança por uso responsável é vista como necessária para evitar consequências mais graves.
O município planeja manter o monitoramento hidrológico, consertar sete poços e a planta de dessalinização, além de buscar novas fontes de água. Autores locais destacam a necessidade de saneamento e planejamento de longo prazo, incluindo reciclagem e construção de uma nova barragem.
Autores ou acadêmicos ressaltam que crises de água já ocorreram em Cape Town, em 2018, servindo de alerta para cidades de todo o país. A população de Knysna acompanha a tensão entre turismo e disponibilidade de água, em uma região que atrai visitantes de várias partes do mundo.
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