- Mais de 7 mil pessoas foram evacuadas na região de Andaluzia, no sul da Espanha, devido à elevação dos níveis de rios e ao risco de deslizamentos provocados por aquíferos que estão se rompendo após a passagem da tormenta Leonardo; Grazalema também foi evacuada.
- Autoridades alertam para a possibilidade de novas inundações com a chegada de Marta, prevista para sábado, mantendo a saga de tempestades na Península Ibérica.
- Geólogos avaliam a região de Grazalema enquanto as autoridades trabalham para determinar quando moradores poderão retornar às casas.
- A colheita de azeitonas foi impactada, com perdas estimadas em 200 milhões de euros.
- Em Portugal, o Douro transbordou em Porto, provocando alagamentos leves, e Alcácer do Sal, no Sado, permanece em parte submersa; governo ampliou estado de calamidade para 69 municípios até meados de fevereiro. Além disso, seis rios, incluindo o Tejo, correm risco de inundação significativa, com bacia do Tejo em alerta vermelho.
O temporal Leonardo deixou autoridades em alerta no sul da Espanha, após varrer a Península Ibérica com chuvas intensas e ventos fortes. Em Córdoba, áreas residenciais foram evacuadas devido à elevação acentuada dos níveis do Guadalquivir, com risco de alagamentos.
Mais de 7 mil pessoas já foram deslocadas na região da Andalusía. Em Grazalema, vila montanhosa, cerca de 1,5 mil moradores receberam ordens de saída, já que água entrou pelas paredes das casas e desceu por ruas de pedras ínguas. Geólogos acompanham a situação.
AEMET alertou que a frente Marta pode alcançar a península neste sábado, ampliando o volume de chuvas. Enquanto isso, a produção agrícola sofre impacto: a coordenação de agricultores estima perdas de cerca de 200 milhões de euros no Jaen.
Portugal sob efeito de cheias e estado de calamidade
Em Porto, o rio Douro transbordou na madrugada de sexta, provocando alagamentos em áreas de bares às margens. No Algarve, Alcácer do Sal permaneceu semi-submerso pela terceira manhã consecutiva, às margens do Sado.
O primeiro-ministro Luís Montenegro informou que o governo estendeu o estado de calamidade para 69 municípios até meados de fevereiro, citando chuvas sem precedentes e riscos de cheias. O serviço de proteção civil aponta seis rios em situação de alto risco, incluindo o Tejo.
As autoridades destacam a necessidade de monitoramento constante das bacias hidrográficas e de manter rotas de evacuação preparadas. O panorama reforça a continuidade de condições climáticas adversas na região.
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