- A LAFD Foundation, entidade sem fins lucrativos ligada ao Corpo de Bombeiros de Los Angeles, pagou 65 mil dólares para contratar uma agência de relações públicas e moldar a comunicação após o incêndio em Palisades.
- O financiamento foi utilizado para contratar a Lede Company, que já trabalhou com celebridades, e o escopo do trabalho foi definido pela própria fundação.
- A diretoria informou que a atuação foi necessária porque a função de diretor de comunicação estava vaga e destacou a operação como “rápida, responsável e voltada às necessidades do departamento”.
- O relatório pós-incêndio, que avaliou a resposta do departamento, sofreu edição para minimizar falhas da liderança e da cidade, segundo relatos citados pela imprensa.
- A situação aumenta a pressão sobre a LAFD e a cidade, com críticas de sobreviventes e desdobramentos políticos, incluindo a possível candidatura de Spencer Pratt à prefeitura.
O departamento de bombeiros de Los Angeles reconheceu ter contratado uma agência de relações públicas por 65 mil dólares para representar a corporação no ano passado. A iniciativa ocorreu enquanto o LAFD enfrentava críticas pela gestão do incêndio Palisades, ocorrido no entorno da cidade.
A fundação sem fins lucrativos que apoia o Corpo de Bombeiros, criada em 2010, informou ter financiado a contratação por meio de doações. Segundo a instituição, o dinheiro destinou-se a contratar a consultoria e definir o escopo do trabalho, já que a função de diretor de comunicação estava vaga.
A reportagem do Los Angeles Times revelou que a fundação contratou a Lede Company, agência associada a nomes como Rihanna e Reese Witherspoon, para moldar a comunicação após o desastre. A fundação explicou que agiu de forma rápida e alinhada às necessidades do departamento.
A LAFD afirmou que a atuação da fundação foi direta e transparente com os doadores. Em comunicado aos apoiadores, a instituição garantiu que usa recursos para equipamentos e programas críticos, com auditorias independentes anuais e classificação elevada por avaliadores de caridade.
Jaime Moore, novo chefe do LAFD desde novembro, disse ao Times que não tinha certeza do escopo do trabalho da Lede Company, mas avaliou que a agência atuou como diretora de relações públicas e esteve ligada a um relatório sobre atuação posterior aos incêndios de 7 de janeiro.
O relatório de avaliação do incêndio foi criticado por ter tido trechos editados que minimizavam falhas da liderança da agência e da cidade, segundo a própria imprensa. A situação aumenta a fiscalização sobre o manejo da crise e as ações da prefeitura.
A repercussão envolve também cobranças de autoridades locais, com críticas de sobreviventes e de figuras públicas que citam falhas na prevenção e resposta ao fogo. Spencer Pratt, que perdeu a residência no Palisades, mantém críticas sobre a gestão e sinaliza candidatura à prefeitura.
A LAFD Foundation, o Corpo de Bombeiros e a Lede Company não comentaram o assunto imediatamente após os contatos de ouvidos. Novas informações devem aprofundar o escrutínio sobre a comunicação institucional durante o manejo do incêndio.
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