- A turista belga Celine Cremer desapareceu em junho de 2023 durante uma trilha no Tarkine, noroeste da Tasmânia, em pleno inverno.
- Nesta semana, a polícia encontrou no entorno das Philosopher Falls, a cerca de 2 km do local do desaparecimento, cinco ossos, duas dentes e a chave de carro Honda pertencente a Cremer.
- A hipótese inicial é de que ela se perdeu ao tentar retornar direto ao carro ao anoitecer, perdendo o celular no percurso.
- Em dezembro de 2025, buscas voluntárias localizaram o celular de Cremer; as autoridades reabriram a investigação com base em dados do telefone.
- Em 28 de janeiro de 2026, um campista encontrou restos humanos perto do local do desaparecimento; a perícia continua para confirmar se são de Cremer, com novas apurações em curso.
A busca pela turista belga Celine Cremer ganha novos contornos na Tasmânia, Austrália. Em junho de 2023, a backpacker de 31 anos sumiu durante uma caminhada na floresta antiga do Tarkine, no sudoeste da ilha. Diante do desaparecimento, familiares acionaram as autoridades dias depois.
Nesta semana, a polícia da Tasmânia fez uma descoberta grave no bosque serenamente silencioso: cinco ossos, dois dentes e uma chave de carro Honda. A chave pertence à vítima, segundo a investigação. Os vestígios foram encontrados a cerca de 2 km do Philosopher Falls, próximo a Cradle Mountain, no noroeste da ilha.
Nova linha de investigação
As autoridades acreditam que Cremer iniciou a trilha que contorna o Arthur River, desembocando em uma plataforma de observação da cachoeira, depois tentou um atalho de volta até o carro. A noite se aproximava e a funcionária pode ter se desorientado. O último avistamento foi em 17 de junho de 2023.
O SUV branco da turista foi localizado no estacionamento do Philosopher Falls no dia seguinte ao sumiço. Temperaturas negativas, neve e chuva estiveram entre as condições enfrentadas, o que, segundo orientação médica, não seria compatível com sobrevivência por muito tempo.
Repercussões e desdobramentos
A investigação oficial chegou a um novo ponto quando, em dezembro, o telefone celular de Cremer foi encontrado por voluntários do SES. Com base nesses dados, as autoridades sugerem que ela tenha continuado sem o telefone, possivelmente desorientada no terreno denso.
Dados do aparelho sugerem que Cremer pode ter utilizado um aplicativo para escolher um caminho mais direto ao carro, desapegando da rota original. A linha de investigação sustenta a hipótese de abandono da trilha com a luz do dia diminuindo.
No dia 28 de janeiro, um trilheiro encontrou restos humanos em área próxima ao ponto de desaparecimento. A perícia forense segue para confirmar se são de Cremer, enquanto a família permanece em expectativa.
Situação atual e próximos passos
Nesta semana, agentes que atuam no rio Arthur passaram a vasculhar a jusante e a margem com a menor lâmina de água já vista. Em 30 de janeiro, foram localizados parte de uma peça de vestuário, peças de roupa e mais ossos, além de uma jaqueta polar associadas à vítima.
A família de Cremer, representada por uma irmã que se manifestou nas redes sociais, segue aguardando por respostas definitivas. O inquérito do coroner estadual ficará responsável pela investigação formal, enquanto os exames forenses prosseguem para confirmar a identidade dos restos encontrados.
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