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EUA autorizam venda de mísseis ao Brasil e ligam compra a operações antidrogas

EUA autorizam venda de cem mísseis FIM-92K Stinger ao Brasil, em pacote de US$ 330 milhões, vinculando a compra à modernização da defesa antiaérea e ao combate ao narcotráfico

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, observa enquanto o presidente Donald Trump faz declarações durante reunião de gabinete na Casa Branca: Washington segue monitorando ações no Brasil (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA/POOL)
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  • EUA notificaram o Congresso sobre a autorização de venda de 100 mísseis FIM-92K Stinger Block I ao Brasil, vinculada a operações contra narcotráfico e à segurança territorial brasileira.
  • O pacote envolve também lançadores, assistência de engenharia, integração, suporte técnico e serviços logísticos, com custo estimado de US$ 330 milhões.
  • A venda pretende ampliar a capacidade de defesa aérea do Brasil, permitindo maior responsabilidade pela segurança territorial e por operações contra narcoterrorismo.
  • Os mísseis Stinger deverão apoiar a modernização da defesa brasileira, ajudando a proteger o espaço aéreo sul-americano contra tráfico ilícito.
  • A expectativa é que os Stinger substituam o sistema Igla-S, com destinação provável a brigadas de pronta resposta e grupos de artilharia antiaérea de baixa altura, conforme definição do Alto Comando do Exército.

O governo dos Estados Unidos informou ao Congresso que autorizou a venda de 100 mísseis FIM-92K Stinger Block I ao Brasil. A notificação, publicada pelo Departamento de Estado na semana passada, vincula a aquisição ao fortalecimento da segurança territorial brasileira e a operações contra o narcotráfico.

O acordo tem valor estimado em US$ 330 milhões (aproximadamente R$ 1,67 bilhão, na cotação atual). O pacote inclui mísseis, lançadores, assistência de engenharia, apoio à integração, suporte técnico e serviços logísticos. A venda é apresentada como parte de um esforço de modernização da defesa aérea brasileira.

Componentes do pacote

Segundo o Departamento de Estado, a transferência permitirá que o Brasil assuma maior responsabilidade pela sua defesa territorial e por operações contra narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e na região. O governo americano afirma que a aquisição ampliará a capacidade de defesa aérea brasileira.

O comunicado também aponta que os mísseis Stinger apoiarão a modernização das Forças Armadas do Brasil e a proteção do espaço aéreo sul-americano contra tráfico ilícito. O Brasil deve incorporar os equipamentos sem dificuldades, segundo a autoridade norte-americana.

Contexto estratégico e uso previsto

A autorização ocorre dias após EUA classificar facções brasileiras como organizações terroristas, citando o PCC e o CV. A medida, anunciada em maio, foi apresentada como parte de um recorte de risco em território brasileiro.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o objetivo principal é substituir o atual sistema russo Igla-S. A migração ocorreria nas brigadas de pronta resposta e em grupos de artilharia antiaérea de baixa altura das Divisões de Exército e dos Comandos Militares de Área. A destinação final será definida em reunião do Alto-Comando do Exército.

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