- O Brasil sinalizou interesse em adquirir 20 caças Gripen adicionais da Saab, além dos 36 já contratados, segundo o ministro da Defesa sueco.
- O acordo de 2014 previa a compra de 36 Gripen E/F por cerca de US$ 4,5 bilhões, com parte da produção ocorrendo no Brasil (Embraer, em Gavião Peixoto).
- Em março, o Brasil apresentou o primeiro Gripen fabricado no país, fruto do acordo de 2014.
- Brasília também anunciou a criação de um centro no Brasil para desenvolver, manter e modernizar os Gripen.
- A licitação de 2014, que escolheu o Gripen em vez do Rafale e do F/A-18, enfrentou investigações de corrupção no Brasil; o então presidente Lula foi absolvido em 2021 por falta de provas.
O Brasil avalia a compra de mais 20 caças Gripen E/F fabricados pela sueca Saab, além dos 36 já adquiridos. A declaração foi feita durante entrevista coletiva entre representantes do Brasil e da Suécia na quinta-feira, 4, reforçando a intenção de ampliar a parceria.
O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, ao lado do ministro brasileiro José Múcio Monteiro. Segundo Jonson, os 20 aparelhos adicionais seriam, em princípio, fabricados no Brasil, mas não há cronograma ou valor definidos.
Histórico da negociação e contexto
Em 2014, o Brasil fechou contrato para a compra de 36 Gripen E/F, em operação financiada pela Saab, com valor de cerca de 4,5 bilhões de dólares. No fim de março, o primeiro Gripen fabricado no Brasil foi apresentado, parte do acordo que prevê produção de 15 aeronaves em Gavião Peixoto, SP.
O governo brasileiro decidiu pela opção sueca em vez de Rafale ou F/A-18. As licitações de 2014 já haviam sido alvo de investigações sobre supostas irregularidades. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi absolvido em 2021 por falta de provas.
Parcerias e desenvolvimento tecnológico
Brasil e Suécia concordaram, nesta quinta, em criar um centro no Brasil dedicado ao desenvolvimento de novos sistemas para a operação, manutenção e modernização dos Gripen. A iniciativa visa ampliar a cooperação tecnológica entre os dois países e fortalecer a cadeia industrial local.
Entre na conversa da comunidade