- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, assinou memorando que permite aos membros das forças armadas solicitar autorização para portar armas de fogo pessoais em instalações militares, como bases, estaleiros e centros de recrutamento.
- A política parece afrouxar o que existia hoje, que exigia autorização caso a caso e registro com as autoridades da base, com armazenamento seguro, e deve observar leis estaduais sobre porte de armas.
- Se o pedido for negado, a decisão deve vir acompanhada de justificativa detalhada.
- Hegseth citou incidentes de violência em bases, incluindo atirar em Pensacola em 2019, Fort Stewart em 2025 e Holloman em 2026, para defender a medida.
- A medida reitera passos já vistos no passado: em 2016 o governo federal abriu caminho semelhante; por mais de vinte anos não era permitido portar armas pessoais em bases, salvo para segurança ou investigação.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, assinou uma nota que autoriza militares a solicitar permissão para portar armas pessoais em instalações militares, como base, estaleiros e centros de recrutamento. A medida afirma permitir que militares se defendam em caso de ataque, ampliando a atual política de autorização caso a caso. A íntegra do memorando ainda não foi tornada pública.
Segundo relatos, a política atual exige registro e armazenamento seguro das armas na base, com autorização previamente concedida. A nova orientação propõe facilitar o processo de liberação, desde que haja conformidade com leis estaduais sobre porte de arma e com regras locais sobre tipo de arma e quantidade de munição. Em caso de negativa, o motivo precisa ser detalhadamente divulgado.
Hegseth afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que instalações militares se tornaram áreas com restrição de armas, o que ele considera um fator de vulnerabilidade. Ele citou casos de ataques no passado para justificar a necessidade da mudança, destacando que minutos podem significar diferença para a proteção de tropas e civis.
Contexto histórico
O tema já apareceu no governo federal anteriormente. Em 2016, o Pentágono emitiu diretriz que criou um caminho para permissões semelhantes, após tiroteios em centros de recrutamento militar em Chattanooga, em 2015. Por mais de duas décadas anteriores, militares e civis não podiam portar armas pessoais em bases, exceto em funções de segurança ou investigações.
A nova orientação, no entanto, vai além ao tornar mais acessível a aprovação para portar armas, exigindo ainda uma justificativa detalhada para qualquer indeferimento de pedido. Em apoio à medida, Mayra Guillen, irmã da soldado Vanessa Guillen, que foi morta em 2020, retransmitiu a declaração de Hegseth, sugerindo que a vítima poderia ter sobrevivido sob a posse de arma pessoal.
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